Fernando Diniz reforça confiança em trabalho no Vasco: 'Nunca na minha vida'
Cruz-Maltino sai atrás, busca empate e consegue classificação nos pênaltis

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Fernando Diniz conversou com a imprensa após a classificação do Vasco para a semifinal do Campeonato Carioca, conquistada em São Januário na noite deste sábado (14). A equipe saiu atrás no placar contra o Volta Redonda, buscou o empate com um dos reforços da temporada, o argentino Spinelli, e venceu por 5 a 3 na disputa de pênaltis. Confiante em seu trabalho à frente do Cruz-Maltino, o técnico negou qualquer possibilidade de pedir para deixar o cargo.
— Eu nunca pedi demissão na minha vida ou saí para outro clube. Já recebi convites e nunca deixei um time. Se acontecer alguma coisa, um dia serei mandado embora, dificilmente vou pedir demissão — afirmou.
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Questionado sobre parte da torcida querer sua saída, Fernando Diniz reiterou que não acredita que os resultados negativos da equipe reflitam o desempenho em campo.
— Eu escolhi vir para o Vasco. Se você olhar os números, foram 31 chutes a gol hoje, contra a Chapecoense foi parecido. O placar final é soberano, mas tenho confiança no trabalho. No Fluminense, em 2023, teve um momento da temporada que ficamos dez jogos sem vencer, torcida insatisfeita, igual aqui. Depois, o time ganhou Libertadores, Recopa. A gente tem jogado partidas boas com resultados ruins. Hoje, jogamos mal o primeiro tempo e bem o segundo. Tivemos a saída do Rayan, time se acostumou com a presença dele. Quantos gols ele já não teria nessa temporada? A gente tem que ser criticado pelo primeiro tempo de hoje, fora da curva. Temos que aproveitar mais as chances e oferecer menos para o adversário, hoje não oferecemos muitas — analisou.

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Outras respostas de Fernando Diniz, técnico do Vasco
Spinelli e Rojas iniciando entre os reservas
— Eu boto quem acho que vai fazer o Vasco render melhor. Spinelli entrou muito bem, fez o gol, com muita disposição. Rojas entrou bem de novo. Já foi titular e até fui questionado por vocês. Jogou bem, está se adaptando, é natural. A tendência é ele conseguir ganhar cada vez mais espaço com isso que tem feito nos jogos e treinamentos. Coutinho não estava bem no jogo, a gente resolveu tirar.
Erros do Vasco na partida
— O nosso erro foi ter feito um primeiro tempo igual contra o Flamengo, muito mal em todos os sentidos: tática, técnica e animicamente. Volta Redonda não é um time ruim, sempre bem organizado, com jogadores com muita disposição física e velocidade, um time bem treinado. Sabia que não seria fácil. A gente virou perdendo de um e podia ter sido de dois. Mas no segundo tempo podíamos ter feito três ou quatro gols e nem oferecemos chances de contra-ataque.
Recuperação de Adson
— Adson teve um problema, operou duas vezes em sequência. Estava muito bem antes de se machucar a primeira vez. Está treinando com a gente, mas não todos os dias. A gente tem que administrar carga, então precisamos de calma com ele.
Falta de pontaria do Vasco
— Se o time jogasse como jogou no primeiro tempo, se fosse esse o padrão do Vasco, seria muito preocupante. Mas o time produz e oferece poucas chances. A gente tem que persistir, porque tem coisas boas e outras a corrigir. Acredito muito que os resultados virão.
Críticas a Coutinho e ele
— A minha relação com o Coutinho é muito próxima, ótima, mais do que vocês imaginam. O torcedor está certo, eu aguento o que vem da arquibancada. É uma torcida diferente. Tem que xingar alguém mesmo, o técnico é o principal responsável. Se o time faz o que fez no primeiro tempo, como a torcida não vai xingar e se desesperar? É uma torcida diferente, apaixonada, que carrega o time. E eu tenho que fazer o time ganhar jogos. Se tivesse ganhado, seria diferente. Eu falo isso para os jogadores, a gente tem que entregar qualidade, vitórias, e não discutir.
Oportunidades para Marino e Cuiabano
— Não posso precisar em quanto tempo o Marino vai estar totalmente adaptado. Paulo Henrique e Rojas estavam bem pelo lado direito, onde ele é mais forte. A gente precisava do David para ter mais presença de área, não é o caso do Marino. E não sei se ele vai jogar como jogava no Atlético Nacional. Os vídeos do Gómez eram pelo lado direito, de transição e com pouco enfrentamento, oposto do que faz hoje. Não sei onde o Marino vai jogar ainda, mas tem muito recurso técnico e é bom fisicamente. O Cuiabano treinou duas vezes comigo só, teve desconforto na coxa, a gente ainda conhece pouco e resolveu segurar para ele se sentir confortável. Não sei se contra o Fluminense terá condições ou não.
Críticas a Brenner
— O jogo como estava hoje pedia dois caras de área. O Spinelli estava livre porque o Brenner estava na área. A impaciência é natural, o torcedor quer que o time ganhe, se não vai reclamar.
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