Fernando Diniz avalia empate entre Vasco e Chapecoense: 'Muito frustrante'
Treinador também analisou as alterações que fez durante a partida

Após o empate em 1 a 1 entre Vasco e Chapecoense, o treinador cruz-maltino, Fernando Diniz, destacou o sentimento de frustração após levar o empate nos acréscimos do segundo tempo.
— Muito frustrante pelo resultado. Em termos de desempenho, não. Uma partida que a gente teve o domínio completo, time jogou bem, produziu muitas chances de gol e ofereceu muitas poucas chances — avaliou o treinador.
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O treinador também analisou e justificou as alterações que fez ao longo da partida.
— No final, um pouco natural alguns jogadores saírem por cansaço. Piton estava puxando cãibra, e o Thiago pediu para sair. Se não não tinha saído nenhum dos dois. Só o Brenner que tinha sido uma mexida tática, por opção minha. O Nuno também estava cansado, e o Marino foi uma opção minha para entrar. É muito frustrante pelo resultado, não pela produção da equipe. Em termos de produção ofensiva, talvez foi o jogo com mais produção efetiva desde que estou aqui. Vasco perdeu sete grandes chances, é muito raro acontecer isso em jogo de Brasileiro — completou o treinador.
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O que está faltando para a bola entrar?
- Acho que treinamento não está faltando. A bola pode entrar a qualquer momento, como entrou cinco contra o Inter, seis contra o Santos, quatro em outros momentos. Hoje teimou em não entrar e a gente lamenta muito por isso. Acho que faltou inspiração mesmo. Como faltou contra o Madureira. O Puma que é um jogador inspirado para fazer gol, perdeu pênalti. Por exemplo, contra o Boavista ele fez dois gols, um deles difícil de fazer. Hoje a gente teve muito mais chances fáceis até do que contra o Madureira e não conseguiu. Não falta treino, não é uma coisa só de treinar. Simplesmente hoje a bola teimou em não entrar. Acredito que ela vai começar a entrar. O que a gente tem é que continuar a produção e continuar marcando bem. O time da Chapecoense fez quatro gols no Santos, fez quatro no Criciúma que é um bom time. Não é um time qualquer. Não tem jogo fácil no Brasileiro. Depois vocês vão acompanhar quantos times finalizaram 11 bolas na direção do gol da Chapecoense e teve sete chances claras. A partida de hoje tem que saber o que aconteceu. Não teve acomodação. O mais importante era vencer e a gente não venceu. Mas tem que saber reconhecer aquilo que teve de positivo e corrigir os erros, o que a gente sempre tem procurado fazer.
Atuação de Brenner
- O Brenner é um jogador desse ofício. Não costuma perder os gols que perdeu. Pelo contrário, costuma perder poucas chances. Se notabiliza pela capacidade de fazer gols. Está chegando o Spinelli também e vamos tentar suprir a ausência dos dois. A gente se movimentou bem no mercado e trouxe dois bons jogadores. Caras que sejam diferentes para a gente pode estar bem amparado. Na Udinese, ele ficou bastante tempo sem jogar. Foi emprestado para o Cincinatti dos Estados Unidos. Jogou, fez gols, mas estava sem jogar desde novembro, dezembro. Ele veio, é um jogador que eu conheço e vocês conhecem. Não costuma perder os gols que perdeu. A maior especialidade dele é fazer gols. Tenho muita convicção que ele vai entrar em ritmo e dar muita alegria à torcida vascaína - concluiu.
Possibilidade de mudar o estilo de jogo
— Qual convicção que você sugeriria? Do time criar muitas chances de gol que nem foi hoje? Ser menos agressivo e criar poucas chances pra ver se a gente ganha? Bola longa a gente fez até muito mais do que devia. Fez só bola longa. Eu quero que o time faça e se eu conseguir que o time faça o que fez hoje, a chance do Vasco ter um ano muito bom é grande. Foi a melhor partida em termos de criação de oportunidades desde que eu estou aqui. E a gente ofereceu quase nada para a Chapecoense. Teve um certo nervosismo. O time não sabia se esperava ou se continuava pressionando alto e alguns jogadores cansaram ao mesmo tempo. A partida muito ruim que a gente fez, péssima, foi contra o Flamengo. Merecia até mais críticas do que teve. Foi muito ruim o primeiro tempo, horroroso. Contra o Madureira jogou com o time mesclado. Mas em situação normal era para ter ganhado de 2 ou 3 a 0. O resultado é imperativo. A chance da gente começar a ganhar é continuar melhorando. Se continuar, acredito muito que a gente vai começar a ganhar jogo de maneira sequencial.
Sistema defensivo
— Não achei o sistema defensivo frágil, alguns jogadores cansaram, a gente começou a errar passe e tomar transição, e a Chapecoense tinha que se lançar pra frente. Acho que por estar ganhando de 1 a 0, o número de chances que a gente perdeu, é natural ter um certo nervosismo. Eu acho que no final do jogo, pelo nervosismo, estava todo mundo muito incomodado de não ter ganho do Madureira, de ter perdido para o Mirassol, e aí a gente fez uma falta desnecessária e tomamos o gol. Eles finalizaram 4 bolas o jogo todo. Isso é um jogo de futebol, os caras vão finalizar alguma vez. O jogo de hoje não tem nada a ver com os jogos pra trás, contra o Mirassol o time fez uma boa partida e perdeu o jogo. A gente precisa é ganhar o jogo para mudar o retrospecto passado.
Números ruins
— Eu cheguei o time estava na zona do rebaixamento no ano passado. Tinha um temor muito grande pelo rebaixamento. O time jogava bem, não pontuava, jogos de hoje, por exemplo. Em determinado momento, a gente teve uma sequência de doze partidas, das quais a gente ganhou sete, empatou quatro e perdeu uma. E depois tivemos um momento ruim, perdemos cinco partidas seguidas, a gente ganhou do Inter e praticamente escapou do rebaixamento, e depois teve aquele jogo contra o Atlético-MG que a gente foi com o time todo mudado, e teve uma expulsão com dez minutos. A gente escapou, não era pra ter sofrido tanto. Naquele momento de alta, a gente estava sonhando até com Libertadores. Depois teve os jogos da Copa do Brasil, que a equipe foi muito bem nos quatro jogos, que a equipe ganhou um, mas jogou muito bem. E agora o ano começa, se a gente ficar pegando o retrospecto das partidas, é sempre muito ruim. Nesse meio, teve a valorização do Rayan, que valia 10 milhões e foi vendido quase que pelo triplo. O time titular jogou quatro vezes esse ano, teve um primeiro tempo horroroso contra o Flamengo, e o segundo tempo teve um jogador expulso com 4 minutos de jogo. Depois os jogos de time de Série A… fizemos uma boa partida contra o Mirassol, e hoje fez um jogo, em termos de jogar futebol, jogou muito bem, infelizmente a gente não botou as bolas pra dentro do gol, então esse é o apanhado geral. A gente tem que ter um pouco de calma, fazer analises um pouco mais profundas pra achar que não está tudo errado, porque não está tudo errado.
Partida de Philippe Coutinho
— O Coutinho fez uma partida muito boa. Aliás, em todos os jogos da temporada ele foi bem. Voltou forte, focado. Jogou bem contra o Maricá, Mirassol e hoje jogou muito bem outra vez.
Recuperação de Paulo Henrique
— Vou pensar no time. Tenho um esboço. O PH sentiu um problema no pé e está se recuperando. A gente espera por ele o quanto antes.
Baixo aproveitamento em São Januário
— Mexe comigo não ganhar em São Januário. Muito. Aqui é a casa do Vasco e mexe muito desde o ano passado. É uma coisa difícil de explicar porque fizemos partidas que tivemos domínio completo do jogo e não conseguimos vencer. Acho que a gente tem que conseguir reverter o domínio em vitórias.
Confira as informações do jogo entre Vasco X Chapecoense
✅ FICHA TÉCNICA
VASCO X CHAPECOENSE
CAMPEONATO BRASILEIRO - 2ª RODADA
📆 Data e horário: quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, às 20h (de Brasília)
📍 Local: São Januário (RJ)
🟨 Árbitro: Wilton Pereira Sampaio
🚩 Assistentes: Bruno Raphael Pires e Brigida Cirilo Ferreira
🖥️ VAR: Emerson de Almeida Ferreira
⚽ Gols: Puma Rodríguez,
🟨 Cartões amarelos:
🟥 Cartões vermelhos:
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Escalação do Vasco (Técnico: Fernando Diniz)
Léo Jardim; Puma Rodríguez, Cuesta, Robert Renan e Lucas Piton (João Victor); Barros, Thiago Mendes (Hugo Moura) e Coutinho (Rojas); Nuno Moreira (Marino), Andrés Gómez e Brenner (David).
Escalação da Chapecoense (Técnico: Gilmar Dal Pozzo)
Léo Vieira; Victor Caetano, Bruno Leonardo (Rubens) e Eduardo Doma; Everton, Camilo (Jean Carlos), Rafael Carvalheira (David), Giovanni Augusto (Higor Meritão) e Walter Clar; Garcez e Ítalo (Marcinho).
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