João Mércio Gomes
09/06/2018
22:08
Rio de Janeiro (RJ)

Quando aceitou o convite de retornar à Colina, Jorginho sabia que não teria vida fácil. Mas talvez não imaginasse que logo na estreia viveria fortes emoções. Em jogo que teve gol contra, gol de bicicleta, vaias da torcida e vitória no fim, o treinador foi movido pela emoção e chegou a sair da área técnica para abraçar os comandados. Ele exalta a força psicológica do grupo.

- Nunca fiz isso na minha vida. Saí do banco e fui comemorar com os jogadores no escanteio, foi uma explosão de alegria. Muitas vezes fui vaiado em São Januário, Maracanã. Precisa perseverar, fazer o simples antes do mais complexo. Temos uma psicóloga, com trabalho excepcional. Foco no futuro, no objetivo maior. Procuramos nos concentrar mais. Ganhamos justamente dessa forma - afirma o treinador, que não teme problemas cardíacos.

- Estou com 53 anos, temos que ter cuidado com a saúde. Corro 10 km no asfalto, sempre faço musculação. Se morrer do coração, acho difícil, está muito bem preparado. Fui da tristeza de uma Copa do Mundo a uma grande alegria de ser campeão. Estou muito acostumado com esses altos e baixos


Ainda conhecendo o novo elenco, Jorginho já percebeu algumas diferenças do grupo de 2016 para o atual. De qualquer forma, se faltar maturidade, não falta personalidade. E isso é o que mais importa para o início de trabalho.
  
- A diferença é clara em termos de maturidade, tinha uma equipe com média de idade 30 anos, cascuda, bem experiente mesmo. Essa é uma equipe mais jovem. Mas são equipes muito guerreiras, com a cara do Vasco. São duas equipes que têm o coração que o Vasco precisa

placeholder