Wágner, enfim, mostra seu cartão de visitas no Flu
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Foram cerca de R$ 12 milhões que o Fluminense investiu para tirar Wágner do futebol turco. Contratação de peso, o apoiador demorou para reencontrar o bom futebol que o credenciou para ser um dos cérebros da equipe. Com a lesão de Deco, surgiram mais chances para o camisa 19. Agora, ele está aproveitando e tem ganhado constantes elogios do chefe Abel Braga. Contra o Figueirense, finalmente desencantou e teve uma atuação de encher os olhos.
Os frutos estão sendo colhidos pelo Fluminense. Nas últimas partidas, em que finalmente teve a esperada sequência de jogos, Wágner chamou a responsabilidade e reconhece sua própria evolução:
– Eu me sinto cada vez mais preparado para render o meu melhor futebol. A readaptação ao Brasil é muito complicada. Estou mais preparado para render o meu melhor. A readaptação ao Brasil é muito complicada, mas com o tempo tudo volta ao normal – comentou, garantindo que nunca deixou se abater com as constantes partidas na reserva:
– Meu intuito sempre foi ser titular. Nos momentos mais complicados, tive paciência, não me abati e, se o Abel entender que eu devo ser o titular, estou pronto para assumir a responsabilidade. Ainda posso, e quero, melhorar mais.
A evolução de Wágner pode ser vista em números. No último domingo, deu uma assistência e ainda marcou um gol. Além disso, o aproveitamento do jogador em fundamentos como passes certos e cruzamentos está em crescimento .
Wágner entregou aos torcedores o seu verdadeiro cartão de visitas. Basta manter a regularidade e deixar nas mãos de Abel Braga.
GOL PARA SUPERAR A DOR
O primeiro gol de Wágner com a camisa do Fluminense foi visto como uma superação. Isso porque, no início do ano, o jogador perdeu um primo em um atropelamento fatal, em sua cidade natal, Morada Nova, no interior de Minas Gerais. Fato este, que abalou o camisa 19 e seus familiares que lutaram por justiça:
– Dedico o gol à minha família. Vivi um momento muito difícil no início do ano com a perda do meu primo. Foi um período complicado para todos nós. Precisamos de muita força para superar essa tragédia e, por isso, esse gol é para todos aqueles que sempre estiveram ao meu lado – contou.
BATE-BOLA
Wágner, apoiador do Fluminense em entrevista exclusiva ao LANCENET!
1 - Acha que fez a melhor atuação com a camisa do Fluminense?
WÁGNER: Essas duas últimas partidas mostraram que estou em evolução. Contra o Boca, acredito que tenha feito um bom papel, apesar da nossa eliminação. Me movimentei bem mais e o entrosamento com os companheiros também está bem melhor. Infelizmente, não conseguimos a classificação. No jogo contra o Figueirense, veio o gol, também tive uma boa participação e acredito que tenha sido, sim, a minha melhor apresentação. Espero que, de agora em diante, as coisas sigam esse rumo.
2 - Se sente pronto para reencontrar o bom futebol que sempre apresentou na carreira?
W: Me sinto cada vez mais preparado para render o meu melhor futebol. A readaptação ao Brasil é muito complicada. Passei pela Rússia, Turquia e Mundo Árabe. Muda-se o estilo de jogo, o clima e, especialmente, a rotina de treinamentos. A parte física, durante os treinos, é muito mais exigida no Brasil. Vemos exemplos de jogadores como o Guilherme (Atlético-MG) e o Jádson (São Paulo), que também tiveram um pouco de dificuldade no início e já estão mostrando um bom futebol. Eu sabia que seria complicado, mas, com uma sequência de jogos, as coisas vão chegar ao seu devido lugar.
3 - Acredita que pode ser titular do Fluminense?
W: Meu intuito sempre foi esse. Mas, para isso, preciso continuar melhorando e aproveitando as chances que tiver para conseguir o meu espaço. Nos momentos mais complicados, tive paciência, não me abati e, se o Abel entender que eu devo ser o titular, estou pronto para assumir a responsabilidade.assumir
4 - O que acha que pode evoluir ainda dentro do clube?
W: Eu penso que todos nós temos alguma coisa a evoluir. Por melhor que você seja nos treinamentos e nos jogos, você nunca pode se acomodar. O objetivo é melhorar a cada dia.
5 - Apesar de ter jogado pouco, você sempre foi elogiado pelo Abel e pelos companheiros. Qual a importância deles na sua evolução e adaptação?
W: Eles são fundamentais para a minha adaptação aqui. Sempre fizeram com que eu me sentisse uma peça importante para o clube e, nos momentos mais difíceis, me deram moral. Espero que, agora que estou reencontrando meu melhor futebol, possa corresponder dentro de campo e ajudá-los a conquistar bons resultados e títulos.
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