Tirone completa um ano no Palmeiras com pendências de 2011
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Arnaldo Tirone completou nesta sexta-feira um ano de sua eleição para a presidência do Palmeiras. Em 20 de janeiro de 2011, ele recebeu 158 votos e superou os concorrentes Paulo Nobre e Salvador Hugo Palaia. Com mandato até o fim de 2012, ele ainda não teve grandes resultados no comando da cúpula alviverde e tem questões diversas a resolver.
Tirone já iniciou este ano com problemas que vão desde o marketing do clube até os protestos da torcida, cada vez mais frequentes. O clube ainda sofre para conseguir um patrocínio máster para a camisa, já que a Fiat deixou o clube no fim de 2011 ao fim do contrato. Uma série de tentativas foi feita e o departamento de marketing promete o novo acordo até o fim deste mês em valores que superarão os valores pagos pela Fiat. Tirone promete contratar uma empresa para auxiliar o setor, no Palmeiras. A torcida aguarda pelo melhor desfecho. O clube teve déficit de R$ 28 milhões no ano passado e viu a dívida subir de R$ 125 milhões para cerca de R$ 150 milhões.
O presidente entrou com um primeiro objetivo claro de sanar dívidas da gestão Belluzzo e, segundo seu departamento financeiro, um débito de aproximadamente R$ 50 milhões de reais foi quitado. Seus críticos, porém, atacam a postura de "contenção de gastos" que sua gestão assumiu, em contraponto ao ex-presidente Belluzzo, pela falta de investimento no futebol. Tirone abriu mão de algumas contratações por conta do aspecto financeiro, mas promete mais dinheiro para o futebol neste ano.
Outro grande problema que o presidente palmeirense enfrenta é a tensão entre Felipão e o vice-presidente Roberto Frizzo. Nas eleições, Frizzo sairia como candidato, mas aceitou uma coalizão com Tirone em troca de um cargo para vice de futebol. O desgaste foi potencializado pelo fracasso do clube nas contratações e, mais recentemente, o técnico criticou as "piadinhas" do cartola. Felipão também é homem de confiança de Tirone, que não optou por Frizzo ou Felipão e vem deixando a tensão rolar solta no futebol. Tal postura levou os críticos (torcida e até conselheiros opositores) a chamarem-no de "Banana".
Um dos apoios políticos de Tirone, Mustafá Contursi, rompeu relações no fim de 2011 e deixou Tirone menos fortalecido para seguir o ano no clube. Se os resultados em campo não vierem, como aconteceu no último ano, o clube corre o risco de viver a mesma turbulência que vem se tornando rotina nos últimos anos. Os protestos da torcida se acumulam e cobram não só os jogadores, como também mudanças na estrutura política palmeirense, visto como calcanhar de Aquiles do clube.
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