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Tio de André com coração dividido no clássico mineiro

Dia 27/10/2015
21:31

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Um dos maiores ídolos do América, o zagueiro Luiz Carlos Marins, é tio do atacante André e não sabe para quem vai torcer no clássico de hoje. O ex-beque alviverde atuou com a camisa americana entre 1990 e 1996 e tenta resolver a berlinda apostando em um empate.

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- É uma situação difícil. Eu torço pelo América, mas como meu sobrinho está no Atlético eu vou ter que torcer pelos dois. Acho que serve um empate. Um dois a dois estaria de bom tamanho e com dois gols do André – confessou em entrevista exclusiva ao LANCENET!.

Infelizmente para Luiz Carlos, o seu sobrinho não pretende aliviar na partida e disse que a torcida para o América fica só com o tio.

- Essa torcida é mais do meu tio. A gente espera que o Atlético faça uma boa partida e eu pretendo fazer muitos gols nesse jogo – declarou o atacante à equipe de reportagem do LANCENET!.

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A fome de gols de André teria um motivo especial: Luiz Carlos revelou que, em conversas recentes, o centroavante havia lhe confidenciado o desejo de jogar as Olimpíadas pelo Brasil.

- Ele quer continuar marcando gols porque está pensando em disputar as Olimpíadas. Então para isso tem que aparecer e ele vem fazendo isso muito bem – observou.

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Antes de terminar a entrevista, o ex-zagueiro do Coelho lembrou do tempo que atuou com a camisa alviverde. Segundo Luiz, a equipe do América àquela época foi meticulosamente planejada pela diretoria e foi responsável por abrir caminho para o time voltar à elite do futebol nacional.

- Com a estrutura e a organização que a diretoria do América montou a gente conseguiu reerguer o time. Foi um período importante para a história do Coelho, pois foi aí que o clube começou a crescer – comentou Luiz, que foi campeão mineiro em 1993.

Hoje, Luiz trabalha na área de construção civil em Búzios, no Rio de Janeiro e tem uma construtora. Ao ser questionado se pretende seguir os passos do tio, André diz que o objetivo mesmo é continuar trabalhando com futebol, mesmo depois de aposentado.

- Não sei. Sou muito novo ainda. Mas quando eu parar de trabalhar eu vou continuar nessa área de esporte mesmo. Acho que essa área de construção civil não dá para mim não – admitiu.

No caso de André, futebol também se aprende em casa

O talento de André pode ser explicado pela herança genética. Vindo de uma família de boleiros, o atacante tem em casa professores sempre prontos a dar conselhos para o jovem centroavante. No caso de seu tio Luiz, nada melhor para um zagueiro fornecer as coordenadas para André procurar o melhor caminho em direção ao gol.

- Eu sempre falo com ele que o atacante tem que procurar a área, tem que cercar e dar o rebote. É importante dar esses toques e ele está aprendendo, melhorando e evoluindo. É um excelente finalizador – revelou Luiz.

Entretanto, de acordo com André, as dicas para anotar os tentos têm vindo mesmo é do pai, Lenílson Marins, que foi atacante profissional e campeão goiano pelo Goiatuba em 1992, único título estadual do clube.

- Meu tio foi zagueiro e meu pai era atacante, então eu tive mais dicas do meu pai que jogou na mesma posição que eu. Mas de vez em quando eu converso com meu tio também – admitiu.


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