Tartá festeja renascimento pelo Fluminense
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Herói da vitória de 1 a 0 sobre o Vasco, resultado que manteve o Fluminense na ponta da tabela do Brasileiro, Tartá viveu fortes emoções nas últimas horas. Foi confirmado como titular no clássico, fez o gol da vitória, foi cercado pela torcida ao deixar o Engenhão e fechou o domingo em família com um belo bacalhau para o jantar. Para desfrutar o atual momento, o atacante teve de esperar quase um ano. Emprestado para o Atlético Paranaense no início do ano, ele não conseguiu deslanchar em Curitiba.
Pouco aproveitado pelo Furacão, Tartá voltou para o Rio em julho. Inicialmente integrou a equipe do Fluminense, que disputou o Brasileiro Sub-23. Tartá temeu pela carreira, mas não desistiu. O duro trabalho foi recompensado há quatro rodadas, quando ele conquistou de vez a confiança de Muricy Ramalho. Feliz com a reviravolta, o atacante atendeu à imprensa na tarde desta segunda-feira, na Lagoa Rodrigues de Freitas e falou sobre as chances do Fluminense de ser campeão, sobre seus sonhos e difíceis momentos que enfrentou.
- Para algumas pessoas, o deserto é um pouco mais longo. Demorei quase um ano para percorrer o meu. Mas tive fé, paciência e trabalhei. Tinha duas alternativas: continuar tentando ou desisitir. Preferi a primeira opção - disse Tartá.
Confira abaixo, alguns trechos da animada entrevista com o herói Tartá.
Tartá prega humildade para fazer história no Flu
INÍCIO
"Estou no Fluminense desde os 12 anos de idade. Enfrentei muita dificuldade em Xerém até conseguir chegar a categoria principal. Sonhava em um dia treinar com o grupo principal, em um dia fazer um gol como profissional. Mas ter a chance de ser campeão brasileiro é especial, principalmente para quem veio de Xerém."
BRIGA PELO TÍTULO
"Temos mais quatro jogos para conquistar nosso objetivo. O Fluminense tem feito a sua parte e tem feito por merecer nos últimos anos. Chegamos perto do título na Libertadores de 2008 e na Sul-Americana de 2009. Ano passado, brigamos para não cair. Portanto, o clube e a torcida são merecedores desse título."
O MESTRE
"Muricy Ramalho tem sido muito importante nessa nova fase de miha carreira. Mas Renato Gaúcho é um treinador que nunca esquecerei. Ele foi o primeiro a apostar no meu futebol e acredita em mim até hoje. Aprendi muito com ele. A gratidão que eu e minha família temos por ele é imensa."
PADRINHOS
"Tenho muitos padrinhos no futebol. Não gosto de citar nomes, pois sou querido por todos, como Fred, que sempre me aconselha. Até quando estava em Curitiba ele me telefonava. Deco, Belletti também gostam muito de mim. Somália (ex-Fluminense) até já me levou para comprar roupas. Sou um cara privilegiado."
FAMÍLIA
"A família é a base de tudo. Ainda vivo com meus pais (Alcimar e Marli), meus irmãos (Vinicius, 13 anos, e Vanessa, 17) e recebo aquela energia boa deles para conseguir alcançar meus objetivos. É claro que tem dias em que chegamos em casa meio cabisbaixos e pensamos: "Pô, não aconteceu". É quando entra a família com muito apoio. E olho e penso que não posso desistir."
NOVA CHANCE
"Sempre tive fé, mas sabia que era complicado pelo fato de o grupo contar com outros atacantes de qualidade. Mas tinha fé no meu sonho e que seria legal voltar a jogar e fazer gol, como no último jogo. Pensava nessas coisas. Graças a Deus, antes do ultimo jogo já vem acontecendo e está sendo muito bom."
OSTRACISMO
"Algumas vezes o trem foge do trilho, aí fica complicado, ainda quando você é novo. Se a pessoa não for competente, a hora dela não vai chegar. Mas a família incentiva e sempre acontece algo bom. Às vezes você anda na rua e aparece um senhor ou uma senhora que se aproxima e fala. De repente você para e pensa onde está errando. Onde tem de melhorar para que as coisas voltem a caminhar da melhor forma e o trem vote para o trilho."
AMIZADE COM FRED
"Ligava de Curitiba para Fred todo dia para saber como ele estava e ele me perguntava se eu estava bem. Mas eu sempre falava que queria voltar e acabei conseguindo. Muitos dizem que fui devolvido, mas eu que pedi para voltar. Perturbei muito a vida de Fred. Ele conhece a minha personalidade, que sou um cara de grupo e sempre me deu força. Podemos dizer que ele é um bom padrinho."
FUTURO
"Eu não tenho pressa de ir para a Europa. Tenho pressa de para trabalhar. Ao parece, está chegando a hora de o meu trabalho ser reconhecido no Fluminense. No momento certo, as coisas vão acontecer."
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