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Suíça identifica casos suspeitos de corrupção e pode convocar Blatter para depor

Dia 01/03/2016
03:29

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Em meio ao caso de corrupção na Fifa, que levou sete dirigentes da entidade para a cadeia, dentre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, o procurador-geral da Suíça, Michael Lauber, se pronunciou nesta quarta-feira, em Berna, sobre as investigações que têm sido feitas paralelamente à desenvolvida pelo FBI (a Polícia Federal dos Estados Unidos).

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De acordo com Lauber, os suíços trabalham com a possibilidade de existirem 53 casos de lavagem de dinheiro, em mais de 100 movimentações bancárias suspeitas. O principal objetivo é investigar as escolhas das sedes das duas próximas Copas do Mundo, em 2018, na Rússia, e 2022, no Qatar. Mesmo sem citar nomes, Lauber deu indícios de que Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, e o secretário-geral da entidade, Jerôme Valcke, poderão ser convocados para prestar depoimentos.

- Haverá entrevistas formais com todas as pessoas relevantes. Por definição, isso não exclui entrevistar o presidente da Fifa ou seu secretário-geral. - O procedimento é enorme e complexo em muitos níveis. Estou ciente disse e vou agir de acordo. O risco de perda de evidências é óbvio. Qualquer informação trazida a público pode aumentar o perigo de supressão de informações - disse Lauber, ressaltando que é preciso ter calma no desenvolvimento das investigações e destacando também a complexidade do processo investigatório:

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- Estamos diante de uma complexa investigação com muitas implicações internacionais. O processo está em andamento e demandará tempo ... Não seria profissional comunicar, neste momento, um cronograma detalhado. O mundo do futebol precisa ser paciente. Por sua natureza, essa investigação levará mais do que 90 minutos. Nossa investigação é muito complexa e bastante substancial. Para dar um exemplo: nosso escritório analisou aproximadamente 9 terabytes de dados. Até agora, nossa equipe obteve evidências em 104 movimentações bancárias, e atentem-se para o fato de que cada movimentação bancária envolve muitas contas.

Com as suspeitas de corrupção nos processos de escolhas dos dois próximos Mundiais, as Copas de 2018 e 2022 poderão ser realizadas em outros países. Conforme afirmou recentemente o chefe do comitê de auditoria da Fifa, Domenico Scala, se forem comprovadas as irregularidades, poderão ser feitas as mudanças.

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