Sebastian Coe defende Jogos responsáveis e nega aumento no orçamento

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Em visita ao Rio de Janeiro, o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Londres-2012 (Locog), Sebastian Coe defendeu nesta segunda-feira a realização do evento de forma sustentável e responsável. O dirigente se defendeu das críticas do parlamento inglês de que o orçamento da Olimpíada teria estourado. Segundo ele, os valores atuais são os mesmos previstos em 2005: 9,3 bilhões de libras (cerca de R$ 26,6 bilhões) em infraestrutura e 2 bilhões de libras (cerca de R$ 5,2 bilhões) em operação dos Jogos.
- Essa informação de aumento é imprecisa. O orçamento está em boa forma. O nosso entendimento foi o de não construir instalações de grandes dimensões, como foi feito na China. Queremos passar a imagem de Jogos sustentáveis e responsáveis. Tanto que 70% das nossas arenas já existiam. Como não queremos deixar a sensação de que a população só ficaria olhando uma instalação depois do evento, e nem elefantes brancos, optamos por diversas arenas temporárias. Só construímos permanentes as que tínhamos certeza de uso após a Olimpíada. É o caso de esportes como atletismo e natação, em que Londres não tinha locais para recebê-las - afirmou Coe durante entrevista coletiva na sede do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste.
Presidente do Comitê de Londres 2012 ensina Rio a fazer Olimpíada
Acompanhado do presidente do COB e do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, o britânico citou algumas instalações que terão sua capacidade reduzida após os Jogos. É o caso do centro aquático, que cairá de 17 mil lugares para 3 mil. A intenção é a de que a população local possa aproveitar as arenas:
- Se fosse há 20 anos, bastaria realizar a Olimpíada que estaria tudo certo. Mas hoje o importante é pensar no legado, na população. As pessoas se preocupam com o que vai acontecer após o evento. Nós estamos regenerando a região Leste de Londres.
Coe também deixou claro que o Locog já montou um programa de eventos para as instalações olímpicas nos próximos dez anos. Segundo ele, a cidade receberá diversos campeonatos mundiais das mais variadas modalidades. O dirigente até aproveitou o assunto para brincar com o Brasil:
- Só não vamos receber o futebol porque o Mundial já é de vocês, em 2014.
Nesta segunda, o presidente do Locog visitou o Complexo Esportivo da Favela da Rocinha e o Parque Aquático Maria Lenk. Depois, na coletiva, fez diversos elogios à organização da Olimpíada no Rio, sobretudo pela participação de ex-atletas no comitê, e frisou que problemas acontecem durante o caminho. Para Coe, a maior preocupação no momento é o tempo. De acordo com ele, ainda há muito a ser feito na parte operacional dos Jogos.
Sobre notícias que surgiram na imprensa britânica de que poderia acontecer um superlotamento dos aeroportos em Londres, Coe declarou que não haverá qualquer problema. Segundo o dirigente, os seis aeroportos da cidade estão preparados para suportar o fluxo de passageiros.
- O Heathrow está preparado. Ele somente receberá uma obra provisória, mas voltada para o transporte de cargas.
Instalações temporárias de Londres para o Rio
Durante a entrevista coletiva, Nuzman afirmou que atualmente não há nenhum planejamento do Comitê Rio-2016 de aproveitar algumas das arenas temporárias dos Jogos de Londres no evento carioca. segundo o dirigente, o que existe é uma ideia dos governos. Em ocasião anterior, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, declarou que pretendia trazer o ginásio do basquete para 2016.
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