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Santos não antecipa cotas de TV e gasta dinheiro da venda de Ganso

Dia 27/10/2015
21:37

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O Santos encontra sérias dificuldades para se reforçar para a próxima temporada. O maior problema é financeiro, já que o clube não tem muito dinheiro em caixa, nem pretende fazer loucuras.

Boa parte dos R$ 24 milhões recebidos com a venda de Paulo Henrique Ganso para o São Paulo, em setembro, já foram usados para sanar dívidas e honrar compromissos do clube, como pagamento de salários e despesas administrativas. No entanto, os dirigentes santistas evitam falar publicamente sobre o assunto, para não preocupar a torcida.

O LANCE!Net apurou que o Peixe não quis antecipar as receitas de TV de 2013, como alguns clubes brasileiros fizeram, a fim de não comprometer o planejamento para o próximo ano.

– O Santos tem um orçamento único, todo dinheiro que entra e sai pertence a nós. Trabalhamos com valores, orçamentos e procuramos encaixar nossa quantia da melhor forma possível. Estamos fazendo uma gestão de sanar as dívidas deixadas pela outra administração, por meio de um planejamento. Além disso, os salários são pagos em dia – disse o vice-presidente Odílio Rodrigues, que preferiu não falar especificamente sobre os R$ 24 milhões recebidos com a venda de Ganso.

Outro fator que atrapalha na hora de contratar é que empresários e dirigentes de outros clubes acham que o Alvinegro tem dinheiro em caixa. Assim, as pedidas para vender jogadores são sempre inflacionadas.

Como outras equipes anteciparam o recebimento das cotas, a concorrência também acaba sendo desleal para o Peixe, que quase sempre perde as disputas para contratar.

"Pobre", o Santos busca reforços mais baratos e ajuda de parceiros. É o que ocorre nas negociações com o lateral-esquerdo Eron, do Atlético-GO, e do meia Montillo, do Cruzeiro, ambos que podem chegar com aporte financeiro do banco BMG.

– Já ofereci diversos jogadores para o Felipe (Faro, superintendente de esportes do Peixe). Ele demonstra interesse, o Muricy aprova, mas o clube não tem dinheiro. Aí pedem para eu buscar um parceiro. Só falta pedirem para eu pagar os salários  – contou um empresário, que costuma negociar com o Peixe e não quis se identificar.

Enquanto isso, o técnico Muricy Ramalho faz contundentes críticas à diretoria nas entrevistas, e a torcida santista já começa a se preocupar. Mesmo assim, a diretoria promete reforços de peso para 2013.

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Com a palavra: Amir Somoggi, especialista em finanças no esporte

Vejo com bons olhos a decisão do Santos de não antecipar as cotas de TV para o ano que vem. Isso vale para todos os clubes. Antecipar esse recebimento tem que ser a última das iniciativas, pois é uma receita futura e compromete bastante o orçamento do ano seguinte.

A antecipação das cotas da TV gera juros, pois não é a Rede Globo que faz o pagamento. Na verdade, os clubes apresentam os contratos com a emissora como uma garantia para pegar empréstimos bancários. Isso prejudica as finanças de muitas equipes.

O torcedor também precisa entender que esse valor muitas vezes é usado para tapar buracos, pagar dívidas ou salários atrasados, não contratar jogadores. A iniciativa do Santos é muito boa.

Orçamento será votado quinta

Na próxima quinta-feira, às 20h, na Vila Belmiro, o Conselho Deliberativo do Santos irá votar a aprovação do orçamento para o ano que vem. Como a atual diretoria enfrenta oposição modesta, a expectativa é de que o documento seja aceito.

Desde a última semana os conselheiros receberam alguns documentos relativos à previsão orçamentária, o balancete do terceiro trimestre deste ano e o pedido de revisão para o orçamento 2012 para análise.

Abaixo da presidência e do Comitê Gestor, o principal responsável pelo financeiro do Peixe é Henrique Leopoldo Schlithler, superintendente administrativo do clube. No Comitê, Alvaro de Souza (presidente do Conselho de Administração da Gol), José Berenguer (vice-presidente do banco Santander) e Eduardo Vassimon (membro do Conselho do banco Itaú) são os especialistas da área.



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