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Rússia deve manter lei contra homossexuais durante a Olimpíada de Inverno, em 2014

Dia 01/03/2016
03:07

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A Olimpíada de Inverno de 2014, que será disputada em Sochi, na Rússia, já começa a gerar polêmica. Isso porque os políticos russos prometeram impôr aos estrangeiros uma lei nacional que permite a prisão de atletas e torcedores gays ou qualquer defensor dos direitos dos mesmos.

O Brasil pode marcar presença na Olimpíada, uma vez que os atletas de esportes de inverno do país vão brigar por qualificação a partir de setembro. Para a Confederação Brasileira de Desportes no Gelo, a questão das leis russas ainda não foi discutida entre os brasileiros e o foco é outro.

- Nós ainda estamos brigando pela qualificação para a Olimpíada. Portanto, estamos com outro foco e ainda não houve essa conversa entre nós. A gente está tentando vaga com 13 atletas. Estamos em período de preparação e entre setembro e janeiro vamos brigar para nos qualificar - disse Emilio Strapasson, presidente da CBDG, ao LANCE!Net.

Um senador dos Estados Unidos chegou a sugerir que a delegação americana boicotasse os Jogos na Rússia, ideia rechaçada pelo Comitê Olímpico dos EUA. Emilio segue o mesmo caminho e ressaltou, ao L!Net, que não faz parte dos planos do Brasil um boicote por conta das leis russas.

Segundo a lei, homossexuais podem ser presos por até 14 dias e em seguida serem expulsos do país. Vitaly Milonov, um dos autores do projeto, já afirmou que seria impossível suspender as determinações temporariamente, mas lembrou, em entrevista ao R-Sport, que os "atletas de orientação sexual não tradicional" não serão banidos de ir para Sochi.

Segundo Vitaly, serão punidos no país apenas aqueles que fizerem propaganda do homossexualismo. Este ano, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, promulgou uma lei que proíbe a propaganda homossexual na Rússia.

Em comunicado oficial, o Comitê Olímpico Internacional protestou diante da decisão dos russos.

"O esporte é um direito humano e deve estar disponível para todos, independentemente de raça, sexo ou orientação sexual", diz o comunicado do COI.

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