Romário: "a Copa tem de ter benefícios sociais"
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Romário defendeu que, apesar de muitos estarem atentos a possíveis desvios de recursos nas obras de infraestrutura para a Copa do Mundo 2014, um de seus principais objetivos é o de aproveitar a competição para tirar o máximo de benefícios sociais. O deputado federal (PSB) ressaltou que há várias ações que podem ser adotadas em prol das crianças, adolescentes e jovens do País.
- Minha preocupação é a de aproveitar esses três anos e meio que faltam e criar um legado, não apenas esportivo. É ter transporte público eficiente, melhorar as escolas, entidades como a Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), capacitação para crianças, jovens, além das pessoas com deficiência. Imagina abrir centros de capacitação para tirar os jovens vício do crack? Tudo começa na educação. E as pessoas ainda não têm essa conscientização – destacou Romário.
E, de acordo com Romário, suas bandeiras de atuação na Câmara têm sido bem vistas por todos. Engajado em causas voltadas às pessoas com deficiência, o político não escondeu que a filha Ivy, de seis anos, que tem a síndrome de Down, foi a sua principal motivação.
- É uma outra obrigação minha, até pela convivência que tenho, cuidar das pessoas especiais. Tenho uma filha especial. Há sete anos, nunca havia levantado essa bandeira porque não conhecia nada sobre o assunto. Se desrespeitava ou tinha preconceito, era porque não convivia. Conheço as duas realidades: de quem não conhece e de quem convive com o problema – reconheceu Romário.
O deputado federal recordou ainda dos episódios vividos durante a campanha eleitoral, no ano passado, e dos exemplos de sofrimento que se deparou pelo estado do Rio para destacar o quanto atuar em causas pelas pessoas com deficiência é importante. Citou como exemplo o caso de ter encontrado uma mãe responsável por cuidar de três filhos com deficiência, que vivem sobre uma cama e nada recebem do estado, apesar de ter esse direito de ajuda financeira.
- É preciso ajudar essas pessoas. Criarmos mais políticas e ensiná-las sobre os direitos que elas já adquiriram – frisou Romário.
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