Resgate chileno: Maldonado volta para tirar Fla do buraco

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O resgate dos mineiros no Deserto do Atacama, numa grande operação que se encerrou na noite de quarta-feira, comoveu o mundo inteiro. Nascido em Curicó, a cerca de 1.000 Km de Copiapó, cidade em que o grupo ficou soterrado, Maldonado, obviamente, se sente ainda mais próximo do drama pelo qual passaram seus conterrâneos. Feliz com o sucesso do salvamento, o volante volta ao time titular do Flamengo com uma missão definida: resgatar o atual campeão brasileiro do local árido em que se encontra, nas últimas posições da competição nacional.
O momento também é de resgate pessoal para o jogador. Após uma difícil recuperação de cirurgia no joelho, que o tirou da Copa do Mundo da África do Sul, o meio-campista se mostra completamente renovado após boas participações em dois amistosos pela seleção chilena, e espera usar o bom momento para ajudar o grupo rubro-negro.
Como se não bastasse a alegria de voltar a defender o seu país, outro fator serve de motivação para o atleta: o reencontro com o velho amigo e ex-sogro Vanderlei Luxemburgo.
O jogo contra o Internacional, sábado, no Engenhão, será o primeiro do volante no clube desde a chegada do treinador, uma vez que estava fora com a seleção do Chile.
Maldonado trabalhou com Luxemburgo no Cruzeiro e no Santos, pelos quais, juntos, conquistaram o Brasileiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Mineiro (2003), além dos Paulistas de 2006 e 2007.
– Conheço muito bem o Vanderlei. Fora de campo, temos uma grande amizade. Ele chegou cheio de coisas novas e o grupo está aceitando bem. Para mim, é ótimo, pois é um cara em quem confio. E vejo que ele está passando essa confiança para o grupo também. Ele pode contar comigo em qualquer situação e sabe o que pode tirar de mim como jogador. Isso me deixa tranquilo – comentou o camisa 13.
BATE-BOLA COM MALDONADO:
Como você analisa a sua volta à seleção chilena?
Estou muito feliz. Estou contente em poder ajudar a seleção chilena. Meu objetivo, agora, é jogar a Copa América. Foi muito bom voltar, vestir novamente a camisa do meu país.
Como foi assistir ao resgate dos mineiros chilenos?
Foi um momento de muita emoção, por eles estarem vivos e por conseguirem resolver essa situação muito rapidamente. Tenho amigos naquela cidade. Estou muito feliz com todo o desfecho.
Você já conversou com Luxemburgo depois que ele retornou ao Fla?
Apresentei-me na sala dele. Perguntei sobre a programação, porque quando retornei da seleção ele não estava. Não conversamos muito, mas um dia desses a gente vai acabar conversando com mais calma. Mas nem precisa, porque a gente já se conhece muito bem.
Você encara este retorno ao time titular do Flamengo como uma nova fase?
É uma nova etapa na minha vida, sim. Por voltar à seleção e também porque me recuperei da lesão e, aos poucos, pude voltar a jogar pelo Flamengo. Agradeço ao clube, que felizmente me ajudou a resolver tudo isso. Quero retribuir esse carinho todo.
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