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Red Bull: O Touro quer voar!

Dia 27/10/2015
21:35

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Reconhecida no meio esportivo por investir nos esportes radicais, a Red Bull tenta escrever o nome no mundo do futebol para facilitar sua entrada em mercados estratégicos. Para isso, montou times ou centro de formação de atletas em quatro continentes em seis anos.

O discurso padrão é o de oferecer o melhor aos atletas para buscar resultados. E, com eles, aumentar a exposição da marca e sua fatia na venda de produtos. Mas empresa ainda está longe de se consolidar na elite do futebol mundial.

De 2005, quando a multinacional adquiriu o antigo Áustria Salzburg, alterando o nome para Red Bull Salzburg, até hoje, o time soma três Ligas da Áustria. Mas o país nunca teve seleção ou equipe de ponta no continente europeu.

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Nos Estados Unidos, onde o futebol não figura entre os esportes de maior audiência, o Red Bull New York teve como melhor momento o segundo lugar na MLS Cup, três temporadas atrás.

No Brasil, a trajetória começou em novembro de 2007 e, entre 2009 e 2010, o Red Bull Brasil pulou da Quarta Divisão para a Série A2 do Paulista. Com folha salarial maior do que a do tradicional Guarani (veja gráfico na página ao lado), o RBB justifica a escalada pela estrutura. A Estância Santa Filomena, em Jarinu (SP), que já serviu de refúgio para times como Corinthians e Santos, foi arrendada e virou quartel-general.

O terreno de 600mil m² tem quatro campos com medidas oficiais e um exclusivo para goleiros, alojamentos para os 70 atletas da base (sub-15, 17 e 20) e 28 profissionais, academia equipada, piscina e vila para moradia da comissão técnica.

Neste ano, o RBB começou mal na Série A2, mas venceu os últimos três jogos e é o quinto lugar no Grupo 2, a sete pontos da faixa de classificação (veja tabela na página 29). Hoje, às 19h, enfrenta o Pão de Açúcar, no Moisés Lucarelli, pela 11 rodada.

Bate-Bola - Dietmar Beiersdorfer - Diretor mundial de futebol

'Tivemos acesso ao Brasil com o futebol'

Há possibilidade da criação de outros clubes no Brasil?
Nós só estamos pensando em desenvolver o Red Bull Brasil. Temos muitas coisas a fazer tanto na formação de atletas quanto no time profissional. Nosso desafio é construir um time importante em um país com a reputação do Brasil.

Qual o retorno mais esperado do time brasileiro?
Neste primeiro momento nós não esperamos qualquer retorno com títulos, publicidade ou financeiro. Nosso primeiro objetivo é desenvolver o clube de forma progressiva e com responsabilidade. Nosso desafio continua sendo escolher o caminho certo e, se fizermos boas escolhas, teremos esse retorno.

Já obteve retorno do que foi investido no Brasil?
Na minha opinião, nós tivemos progressos em todos os departamentos. Conseguimos dois acessos em três anos.

O que mudou na estrutura da empresa mundial com a criação do clube brasileiro?
Tivemos acesso ao Brasil e América do Sul. Sabemos que o Brasil é um país com uma cultura de futebol, que respira futebol a cada segundo e que tem muitos grandes jogadores do mundo. Com o time em nossa estrutura global temos a mentalidade e a paixão pelo futebol, a admiração pelo jogo e o comprometimento com o sucesso.

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