A real magia: Tiago Real joga todas e já decide no Palmeiras
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Meia destro, com qualidade no passe e que já salvou o Palmeiras do pior em um jogo do Brasileirão. A torcida tende a relacionar essa descrição a Valdivia, mas os números jogam luz sobre regularidade de Tiago Real, recém-contratado e já titular do Verdão.
Às 18h30 deste domingo, contra o Atlético-MG, no Independência, ele somará a sua 23 partida seguida no Nacional. Disputou e começou as 20 possíveis pelo Joinville na Série B, chamou a atenção do Alviverde e já foi escalado e o melhor da equipe ante Grêmio (0 a 0) e Sport (3 a 1), contra quem virou o jogo e deu assistência para Obina sacramentar a vitória.
– Estou satisfeito com o meu início no Palmeiras. Estou correspondendo ao que eu imaginava. Há um projeto grande e começar desta maneira dá tranquilidade para conseguir uma sequência – disse ao LANCENET!.
Nos 22 jogos (1883 minutos) em que esteve em campo (somadas as exibições por Palmeiras e Joinville), Tiago balançou a rede cinco vezes e serviu os companheiros em três oportunidades. As estatísticas de Valdivia são muito inferiores: 11 partidas, menos da metade do tempo em ação (777 minutos) e nenhum gol e assistência anotados.
A produtividade do chileno é prejudicada pelos inúmeros problemas físicos que tem – ele não atuou por suspensão em apenas um jogo do Campeonato Brasileiro.
Esse rendimento pode aumentar com Tiago Real como parceiro. Valdivia admite que a sua melhorar fase no Verdão foi em 2008, quando teve Diego Souza – outro meia ofensivo – ao seu lado para dividir a responsabilidade da criação e a atenção da marcação dos adversários.
A diretoria afirma que o camisa 10 se comprometeu a embalar partidas consecutivas até o fim do ano.
Na zona de rebaixamento, o Palmeiras conta com a criatividade dos seus meias para superar o Galo e a massa atleticana em Belo Horizonte. Tudo para se afastar do fantasma da Série B e não precisar de magia no fim do ano para evitar a queda.
Confira um bate-bola com Tiago Real:
L!: Como reagiu ao primeiro gol pelo Palmeiras, contra o Sport?
Foi uma sensação muito boa, de alívio mesmo pelas circunstâncias, o momento do time. Tínhamos levado o gol de empate e logo no minuto seguinte eu marquei e o gol foi importante. Foi um sentimento misturado por tudo que eu já passei para chegar até aqui. Foi algo especial por ajudar o time pela circunstâncias que vive atualmente.
L!: Na comemoração você extravasou bastante, bateu no braço...
Foi a vontade mesmo. Demonstrar vontade em tirar o Palmeiras dessa situação. O torcedor joga junto com a gente e foi fundamental para que conseguíssemos vencer o Sport. A comemoração foi no intuito de desabafo, de demonstrar que nós não estamos satisfeitos com esse momento que estamos vivendo.
L!: Como é chegar e já ser titular?
Tranquilo. Eu já estava com o ritmo de jogo, já vinha jogando pelo Joinville, fiz uma partida no meio da semana. Para mim é tranquilo, quero ajudar meus companheiros.
L!: Valdivia já disse que viveu a melhor fase em 2008, com Diego Souza. Você pode ser esse parceiro ideal?
É claro que não dá para me comparar ao Diego Souza, que é um bom jogador. Mas eu quero jogar ao lado do Valdivia. Se eu não jogar ao lado dele, o importante é jogar e ajudar o time a viver um bom momento.
L!: Ficou surpreso com a vaga?
Eu procuro sempre ajudar. Corro bastante nos treinos e jogos e sempre confiei no meu trabalho. Sei que eu sou capaz e tenho procurado ajudar. Seja dando passes, assistência, marcando o adversário, o importante é que eu possa ajudar.
L!: Como é sair de um time candidato a subir para Série A e mudar para um que luta para não cair?
É uma diferença grande, pois no Joinville estávamos vivendo um bom momento, buscando o acesso. Mas eu procuro fazer o meu trabalho independente da situação em que o time esteja.
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