Qatar nega suborno para sediar Copa do Mundo
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A Associação de Futebol do Qatar qualificou, nesta quarta-feira, como falsas e "pouco confiáveis" as denúncias sobre supostos subornos a representantes da Fifa para que conquistasse a organização da Copa do Mundo de 2022.
Em 2 de dezembro, o Qatar foi escolhido pela Fifa para organizar o Mundial de 2022, que, pela primeira vez, será realizado em um país do Oriente Médio. No mesmo dia a Rússia foi eleita para receber a competição em 2018.
As acusações aparecem em uma investigação no Parlamento do Reino Unido, na terça-feira, sobre as razões que impediram o país de conquistar a organização da Copa do Mundo de 2018.
Durante a investigação parlamentar surgiram denúncias repassadas ao jornal britânico "Sunday Times" sobre a possibilidade de o Qatar ter pago suborno a vários delegados africanos para organizar o Mundial de 2022.
Essas acusações, segundo a Associação de Futebol do Qatar, "não podem ser provadas e são falsas".
O comunicado da associação, reproduzido pela emissora qatariana "Al Jazeera", sustenta que o mesmo jornal desistiu de publicar as acusações ao chegar à conclusão de que as pessoas que apresentaram as informações "não eram confiáveis" e seus dados "eram pouco fidedignos".
As denúncias, conforme a imprensa qatariana, foram apresentadas pelo parlamentar britânico Damial Collins, que afirma que os representantes de Camarões e da Costa do Marfim no Comitê Executivo da Fifa, Issa Hayatou e Jacques Anouma, respectivamente, tinham sido subornados para votar a favor do Qatar.
De acordo com essas acusações, Hayatou e Anouma deram seu apoio em troca de receber R$ 2,4 milhões.
O Qatar organizou em 1995 o Mundial Sub-20, em 2006 os Jogos Asiáticos e, em janeiro passado, a Copa da Ásia de Futebol.
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