CM Punk elogia McGregor, mas nega estilo: 'Não preciso falar besteira'
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Depois do polêmico anúncio feito em dezembro passado sobre seu contrato para estrear no UFC sem ter feito qualquer luta de MMA na carreira, CM Punk treina forte para pisar pela primeira vez no octógono. Embora ainda não tenha um local ou sequer uma data para o dia de seu debute, o americano já é um dos grandes astros da organização quando o assunto é mídia. Ex-astro do WWE (evento de lutas coreografadas que é sucesso nos Estados Unidos), o atleta participou da Semana Internacional da Luta, que aconteceu em Las Vegas (EUA), antes do UFC 189, e foi parte de um Media Day com astros da franquia. Ele falou dos treinos, o sentimento diante da experiência na carreira e falou até de Conor McGregor.
Para CM Punk, o estilo falastrão adotado pelo irlandês não será adotado em suas promoções para quando ele for lutar no octógono. Apesar de admirar os feitos do campeão interino dos penas, que se destaca com o maior astro do Ultimate na atualidade, o americano diz que o público naturalmente se interessará por suas lutas no MMA.
- Não sei se tenho que vender minhas lutas. Acho que a curiosidade está lá. As pessoas vão ligar a TV para ver... É provavelmente 50% a 50%. Ou você buscará ver meu traseiro chutado ou você verá porque está torcendo por mim. Ou simplesmente verão que diabos irá acontecer. As pessoas querem ver o que vai acontecer. Não preciso falar besteira. Sou o novato aqui, não é meu lugar para desafiar as pessoas. Não preciso desafiar as pessoas. Quando viajei de Chicago até Vegas, encontrei quatro irlandeses muito gente boa, caras legais. Eram quatro garotos, eles vieram nas últimas quatro lutas do Conor. Foi uma experiência legal. Acho que (o Conor McGregor) é ótimo. Ele é bom para os negócios, é um cara que entende. Isso é Pro Wrestling, isso é Muhammad Ali, e Muhammad Ali pegou isso de Gorgeous George - declarou CM Punk, citando a lenda do boxe e George Raymond Wagner, lutador de Pro Wrestling (modalidade nos mesmos moldes do WWE) que ficou conhecido nos anos 40 e 50 nos EUA pelo estilo folclórico e chamativo.
Sobre a preparação para o primeiro passo no octógono, o lutador, que fez sua iniciação na Duke Roufus Sport, mesma academia do ex-campeão dos leves Anthony Pettis, descreve como tem sido o início do trabalho.
- Tenho que aprender muita coisa. É tanto... Existem muitas coisas mais difíceis. Por exemplo: jogo de pernas é sinistro. Vejo muitas pessoas falando em quantas coisas espetaculares se consegue com isso. Tudo começa com o jogo de pernas, o movimento que você faz. Como se mover e quando se mover, coisas assim. Me sinto ótimo, melhor do que me senti em anos. Apenas não estou viajando tanto, isso me ajuda. Posso dormir na minha própria cama. Estou curtindo coisas que não curti nos últimos dez anos. Tem sido empolgante ir trabalhar. Vou ter algumas vezes olho roxo, nariz sangrando... Mas posso lidar com isso - explicou o lutador.
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