Pressionado pelos maus resultados, Ocimar Bolicenho deixa a Ponte Preta
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Ocimar Bolicenho não é mais o executivo de futebol da Ponte Preta. A má campanha no Campeonato Brasileiro, na qual a Macaca está na penúltima colocação, aliada com a pressão da torcida, fizeram o dirigente pedir demissão na tarde desta quarta-feira.
Bolicenho justificou sua saída como uma "trégua" para a equipe, que vive um momento turbulento. Na última sexta-feira, torcedores estiveram no estádio Moisés Lucarelli para protestar e o maior foco da revolta foi justamente o ex-dirigente pontepretano. Alguns membros de uma torcida organizada chegaram até a entrar nos vestiários após o treino para cobrar diretamente os atletas.
- Considero que minha saída é uma trégua necessária para a Ponte, que precisa de paz para atravessar o momento. Gostaria de ficar até o final da competição, mas acredito que este ato trará a serenidade e energia necessárias agora - declarou.
O presidente da Ponte, Márcio Della Volpe, lamentou o fato e afirmou que sua intenção era mantê-lo no cargo.
- A diretoria pontepretana confia no trabalho de Ocimar e pedimos a ele que permanecesse, mas foi uma decisão pessoal irrevogável. Trouxemos Bolicenho como parte de uma estratégia de termos alguém com experiência no mercado e no intuito de fazer uma organização necessária em todo departamento de futebol, o que conseguimos - disse.
Ocimar Bolicenho chegou à Ponte Preta em março de 2012, com o objetivo melhorar o reconhecimento do clube perante ao mercado do futebol. Com muita experiência no mundo da bola, acumulando cargos de presidente do Paraná Clube e superintendente de futebol no Atlético-PR, Joinville-SC e Marília-SP, tinha carta branca para fazer contratações e comandar o futebol da Macaca.
O início de trabalho foi animador. No Paulista do ano passado, a Macaca chegou às semifinais, em que foi eliminada pelo Guarani. Principal foco do ano, a equipe fez boa campanha e se manteve sem sustos na Série A do Brasileiro. Na atual temporada, o primeiro semestre também começou bem. O clube fez um excelente início de Paulista, com 16 jogos de invencibilidade. No entanto, a goleada por 4 a 0 para o Corinthians nas quartas de final começou a evidenciar as falhas na montagem do elenco.
Para o Brasileirão, o clube perdeu dois dos principais jogadores - Cicinho, para o Santos, e Cleber, para o Corinthians - e não conseguiu peças de reposição à altura. Com diversas contratações modestas, a equipe não engrenou e atualmente ocupa a penúltima colocação e, de quebra, vem de seis derrotas consecutivas.
Sem Ocimar, o presidente Márcio Della Volpe segue no comando do futebol profissional da Ponte ao lado do diretor José Hamilton Silva, do gerente Marcus Vinicius, além do coordenador operacional Rafael Zucon. O mandatário alvinegro deve anunciar nos próximos dias se haverá um substituto para o cargo.
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