menu hamburguer
imagem topo menu
logo Lance!X
Logo Lance!

Presidente do COI evitar falar sobre renúncia de Havelange

Dia 27/10/2015
21:22

  • Matéria
  • Mais Notícias

O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, afirmou, nesta quinta-feira, que reserva sua opinião a respeito do ex-presidente da Fifa, João Havelange, e sobre sua decisão de apresentar a demissão como membro do COI para evitar ser suspenso por supostos subornos.

continua após a publicidade

- Guardo os meus pensamentos para mim - disse Rogge em entrevista coletiva ao término da reunião do Comitê Executivo do COI que durou dois dias, em sua sede central de Lausanne (Suíça).

O comitê conheceu os trabalhos da Comissão Ética do COI, cujo assunto principal, até o fim da semana passada, era a possível suspensão de Havelange, de 95 anos, acusado de ter aceito subornos quando presidiu a Fifa entre 1974 e 1998.

continua após a publicidade

Mas Havelange, que enfrentava uma eventual suspensão - e inclusive a expulsão - no caso de o Comitê considerar provado que ele recebeu US$ 1 milhão de uma agência que comercializava os produtos da Fifa, evitou este "julgamento público" ao apresentar por surpresa sua carta de renúncia como membro do COI.

Por essa razão, o Comitê Executivo não examinou as acusações contra Havelange por não se tratar oficialmente de um membro do COI, que, por enquanto, deu como terminado o assunto.

continua após a publicidade

Questionado por Havelange, Rogge foi sucinto:

- Recebi a renúncia e ela foi considerada pelo Comitê Executivo. Portanto, o senhor Havelange já não é membro do COI, é agora uma pessoa privada.

Rogge não quis valorizar o impacto pessoal sofrido no caso Havelange:

- Não estou aqui para expressar meus sentimentos. Tenho umas tarefas e responsabilidades para enfrentar - afirmou.

O presidente do Comitê disse que não serão publicadas as conclusões da Comissão Ética sobre o caso, já que se trata de documentos confidenciais, e assinalou que as equipes jurídicas do COI vão considerar a possibilidade de transferir essas conclusões à Fifa.

  • Matéria
  • Mais Notícias