Pouco conhecido no Brasil, Rodrigo é arma do Benfica

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O Manchester United recebe nesta terça-feira o Benfica, pela Liga dos Campeões. Eles lideram o Grupo C, com oito pontos. E os portugueses têm um carioca que pode surpreender o rival. Mas nem mesmo os brasileiros o conhecem bem. Trata-se de Rodrigo, filho de Adalberto, ex-lateral do Flamengo nos anos 80. O atacante tem média de um gol por jogo nas últimas seis partidas.
Cria das categorias de base do Real Madrid, Rodrigo começou sua história na Barra da Tijuca, no Rio, quando jogava em uma escolinha do bairro. Para Adalberto, isso foi essencial para a formação do filho.
– Ele era muito novinho, nem sabia o que estava fazendo, mas eu ficava impressionado com suas habilidades – diz Adalberto ao LANCENET!.
Curiosamente, Rodrigo jogou na mesma escolinha de outro brazuca que se naturalizou espanhol e hoje brilha no Barça:
Thiago Alcântara, filho de outro ex-jogador, Mazinho (tetra com a Seleção em 94). Daí começou uma amizade entre as famílias. Mazinho chamou Adalberto para trabalhar com ele em Vigo, na Espanha. Lá, viram Thiago Alcântara e Rodrigo, além de Rafinha (outro filho de Mazinho) brilharem no Ureca de Vigo. Em pouco tempo os irmãos foram para o Barcelona; Rodrigo, para o Real Madrid.
– A adaptação ao Real foi fácil. Logo em sua chegada, Rodrigo fez um gol do meio de campo, e aí já se destacou – diz o pai coruja.
Contratado pelo Benfica em 2010, Rodrigo hoje é unanimidade para os torcedores e a imprensa.
– Ele é o destaque de um time no qual Saviola está machucado e o goleador Cardozo está no banco. Ele tem sido garantia de gols – diz André Dias, jornalista da RTP.
O brasileiro/espanhol ainda se surpreende com o sucesso:
– Só Deus sabe aonde posso chegar. Há dois anos não imaginava estar aqui – disse Rodrigo, que já defendeu a Espanha no Sub-18, no Sub-20 (fez gol no Brasil, no último Mundial) e agora precisa decidir se jogará pelo time A da Fúria ou espera uma convocação de Mano para finalmente defender a Seleção.
Enquanto espera, Rodrigo brilha pelo Benfica e quer dobrar o poderoso United.
COM A PALAVRA: Carlinhos 'Barril' - Primeiro professor de Rodrigo
Rodrigo sempre era o destaque. Lembro de vários jogos, a gente participou de 19 campeonatos com Rodrigo, Thiago Alcântara e Rafinha, e vencemos 18. No que perdemos, fomos totalmente garfados.
O Thiago ficava no meio, Rafinha entrava depois, por ser mais novo, e o Rodrigo decidia tudo lá na frente. Ganhamos vários jogos com gols deles.
O Rodrigo era diferenciado, na idade dele, sempre era o destaque. Em termos de valência física e técnica, ele sempre estava acima dos outros. Mas o lado pedagógico é fundamental. Na minha escolinha, o garoto só joga se tiver notas boas.
Bate-Bola: Adalberto - Pai de Rodrigo
Quando o Rodrigo era criança, já dava para ver que tinha futuro?
Desde muito pequeno ele tinha pré-disposição atlética. Aos seis anos, ele driblava, saltava, dominava, e não perdia a passada, sempre me surpreendia. Até não ter como segurar ele, aí botei ele para jogar no campo, no Flamengo. Depois, fomos para Vigo.
E você já exigia uma melhora?
Quando eu via que ele sempre respondia muito bem, eu tentava exercícios mais difíceis.
Ele, Thiago Alcântara, e Rafinha, encaixam-se bem?
Totalmente compatíveis. Thiago organiza, Rafinha dá velocidade, dribla em linha reta, e Rodrigo é explosivo, conclui muito bem. Eles formaram um trio e tanto nas escolinhas.
Quais são os próximos passos do Rodrigo?
Eu vejo essa temporada para ele se consolidar como jogador de futebol. Lá no fim do ano, vamos ver como foi seu progresso, sempre com esse objetivo de melhorar, fazer gols, evoluir sempre, sem pressa, mas sem pausa.
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