Possível troca da sede das Finais da ATP gera divergência entre tops

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A possibilidade de a sede das Finais da ATP mudar de local em 2014 colocou três dos principais tenistas da atualidade em lados opostos. Enquanto o britânico Andy Murray defende a permanência em Londres – o contrato termina em 2013 –, o sérvio Novak Djokovic deseja que outras cidades tenham a oportunidade de receber o evento. O suíço Roger Federer, por sua vez, acabou em cima do muro.
Palco da final da Copa do Mundo de 2014 e sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro já manifestou o desejo de receber o evento daqui a dois anos. Em setembro do ano passado, o governador Sérgio Cabral Filho chegou a se encontrar com o então presidente da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), o americano Adam Helfant.
Em novembro, um mês antes da eleição do australiano Brad Drewett para a presidência da ATP, a entidade anunciou uma parceria com o Rio, transformando a cidade em um dos patrocinadores das Finais da ATP. O plano do governo do estado era divulgar o Rio no mundo como destino turístico e esportivo.
Dessa maneira, a logomarca do governo do estado passou a ser divulgada pela ATP em seu site oficial e em informes da entidade além, é claro, de aparecer nas Finais da ATP.
Logomarca do governo do estado no backdrop da ATP
(Foto: Felipe Mendes)
Quem tem parceria semelhante no tênis é Madri, patrocinadora da Copa Davis. Em cada país onde o torneio é realizado, aparece nas quadras o nome da cidade espanhola.
Este ano, o sonho de o Rio ganhar a sede das Finais da ATP ganhou o apoio do ex-tenista Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros. Vencedor em 2000 quando o torneio ainda se chamava Masters Cup, Guga, ao lado da secretária estadual de Esporte e Lazer, Marcia Lins, se reuniu com Drewett durante o Masters 1.000 de Miami, em março.
Procurada pela reportagem do LANCENET! para falar sobre como está a negociação atualmente, a ATP, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que ainda não há definição se o contrato será renovado com Londres ou se haverá troca de sede.
As opiniões dos tenistas:
"Londres vai totalizar cinco anos em 2013 e acho que todos os jogadores concordam que esse é um lugar ótimo. Mas sou um dos que apoia a promoção global do evento e do esporte, então acho que deveríamos dar a chance de outras cidades receberem o torneio" - Nova Djokovic.
"A Arena O2 atende todas as expectativas, os jogadores gostam, os fãs vêm em grande número. Claro que há aspectos que não vou me aprofundar, temos de ver o lado da ATP. Se ficar, ótimo. Se trocarem, que optem por um bom lugar para o tênis, negócios e calendário" - Roger Federer.
"O torneio em Londres tem sido excelente, a arena está sempre cheia e os tenistas gostam muito de jogar aqui. Encerrar o ano na Europa evita o aborrecimento com as longas viagens. E, caso haja mudança, a data do Masters de Paris terá de ser alterada" - Andy Murray.
Diário de viagem:
Felipe Mendes
Repórter
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O Rio de Janeiro marca presença por todos os lados na Arena O2. Na quadra, é possível ver a frase "Rio de Janeiro – Brazil's Trademark" nas placas eletrônicas e no alto, entre as arquibancadas inferiores e superiores. Na sala de imprensa, a cidade carioca marca presença nos relógios que mostram a hora em diversas localidades do mundo. E, na sala de entrevistas coletivas, a logomarca do governo do estado está no backdrop atrás dos jogadores.
Nestes dias aqui em Londres, alguns jornalistas estrangeiros já vieram me perguntar sobre o Maracanãzinho, local escolhido pelo governo do estado caso receba o evento. E também fizeram questionamentos sobre a estrutura da cidade.
* O repórter viaja a convite da ATP
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