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Pool da Copa América: Uruguaios se perguntam 'como deter o imparável Messi?'

Dia 01/03/2016
02:22

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Enfrentar o melhor jogador do mundo sempre gera um desafio extra. Mais uma vez Messi volta a cruzar o caminho do Uruguai. Como pará-lo? Uma vez mais, a defesa celeste será posta à prova. O Uruguai sempre teve sorte diferente quando tocou jogar contra a Argentina de Messi.

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Se pode dizer que ter eliminado a Argentina na sua Copa América, em 2011, quando Messi conduzia o time para acabar com a seca de títulos é incomparável em relação aos antecedentes.

- Esse jogo nos deixa uma lembrança maravilhosa, porque fomos visitantes de verdade e a Argentina tinha todo o favoritismo para nos eliminar. As lembranças dessa Copa são inesquecíveis - disse ao Referí o zagueiro Godín.

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- Foi o jogo mais emocionante desde que estou na seleção, obviamente que menos em relação à partida contra Gana (NR: Copa do Mundo de 2010), porém muito especial por se tratar de um clássico fora de casa - contou por sua vez o lateral-esquerdo Álvaro Pereira.

Porém os números frios dizem que Messi só perdeu contra o Uruguai, nos 90 minutos, quando jogou 11 minutos na Argentina dirigida por José Pekerman diante da celeste de Jorge Fossati. Foi pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. O Uruguai venceu por 1 a 0, gol do Chino Recoba.

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Desde então a diminuta figura do rosarino cresceu até o inimaginável, e seu retrospecto contra a seleção uruguaia foi aumentando com o decorrer do tempo. No Uruguai anotou três gols e no último confronto, pelas Eliminatórias para a Copa de 2014, em Mendoza, jogou uma de suas melhores partidas pela sua seleção: anotou dois gols e iniciou a jogada de outro. A Argentina goleou por 3 a 0.

Por isso, o primeiro que foi perguntado na coletiva de imprensa a Godin e a Óscar Tabárez foi por Messi. O capitão respondeu que "marcar Messi é um trabalho de equipe, mas a Argentina tem bons talentos individuais do meio-campo para frente". Depois insistiu no conceito "trabalho de equipe".

Porque a chave neste futebol moderno, qua há tempos abandonou aquele da marcação "homem a homem", passa pela divisão solidária de tarefas. O Uruguai sabe que para deter Messi precisará do melhor esforço coletivo de sua defesa, porém também da ajuda dos volantes para poder marcar um jogador que trabalha a bola com uma velocidade ímpar. Porém o fato de arrastar a marcação pode ser um risco, quando no ataque alviceleste convivem craques como Di María e Agüero.

Antes de viajar para a Copa América, Tabárez disse que a Argentina tem um "plus" por ter "o melhor jogador do mundo". É sabido que se trata de um homem capaz de mudar um jogo a qualquer momento. Para isso basta um segundo. Naquele 3 a 0 de Mendoza muitos lembram de Cavani jogando como lateral-esquerdo, já que sob o comando de Messi a Argentina conseguiu fazer com que o Matador jogasse recuado todo o jogo na tentativa de recuperar a bola.

- Eles têm velocidade e grandes atacantes. Quanto a Messi, temos de aproveitar porque é o melhor jogador do mundo e quando o enfrentamos temos de estar concentrados - disse ao Referí o goleiro Muslera, tentando diminuir o peso de enfrentar a um jogador de semelhante classe.

Quando a bola rolar, os dentes uruguaios vão ficar apertados. Aí estarão em campo Arévalo Ríos, disposto a não deixar-lhe um metro, Álvaro Pereira será sua referência quando o craque correr para o lado direito, e Godín estará na expectativa com o arpão na mão, disposto a recordar os ásperos duelos entre Atlético de Madrid e Barcelona.

Se isso tudo não funcionar estará a fórmula que uma vez, em tom de brincadeira, disse Loco Abreu: "A Messi temos de destrui-lo". Porque todos as precauções poderão ser tomadas, e mesmo assim o homem sabe que é imparável.

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