'Perdido', Ganso cede espaço para Oscar, a nova estrela da Seleção
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No primeiro amistoso de Mano Menezes no comando da Seleção Brasileira, em agosto de 2010, a bola estava cantada: Ganso e Neymar eram o futuro da equipe. Passados quase dois anos, somente metade da profecia parece ter se realizado, a que cabia ao atacante. O meia, antes pintado como a personificação do camisa 10 clássico, viu sua condição ruir e perdeu a titularidade para Oscar, que fez trajetória inversa, da desconfiança para uma vaga inquestionável.
Ganso viveu às turras com seu clube, o Santos, com quem não chega a um acordo de renovação contratual. Oscar passou por momento delicado, correndo o risco de não poder jogar por conta de imbróglio judicial com o São Paulo. E agora está de malas prontas para o Chelsea. E ainda houve as lesões para atrapalharem o santista, enquanto Oscar aproveitou amistosos para tomar o espaço definitivo no time.
- Na seleção não tem titular absoluto. O ganso é excelente, o Lucas, o Juliano. Tem o Kaká que está fora mas está brilhando toda hora. Conquistei meu lugar e espero ir até o fim da Olimpíada - contemporiza o meia, que diz não ser o camisa 10 clássico, citado no início da matéria, mas sim "moderno", dinâmico.
Ganso acredita que pode retomar a vaga, mas o amistoso da última sexta, contra o Reino Unido, mostra que a tarefa é bastante árdua.
Com a palavra - Valdomiro Neto (enviado a Saint Albans (GBR))
Ganso sorriu logo que foi feita a primeira pergunta na entrevista coletiva de anteontem. Era sobre sua situação no Santos e, ele, é claro, deu a risada nervosa de quem está desgostoso com a situação. Isso é nítido. Um misto de abatimento e preocupação para atingi-lo.
Na semana de preparação olímpica quase não deu para notar sua presença, foi sempre preciso esforçar-se para encontrá-lo no treino. Ganso diz que dá a cara a tapa, mas parece perdido!
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