'Pato' na sinuca, Alan Kardec planeja gol para homenagear o pai homônimo
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Próximo domingo será Dia dos Pais. Neste sábado, é de Palmeiras. O Verdão enfrenta o Paraná, às 16h20, no Pacaembu, e Alan Kardec, que vive grande fase, com quatro gols nos últimos três jogos, está confirmado. Se sair mais um, não há dúvida de quem será homenageado: o pai, que deu nome igual ao filho.
Mas, na visão dos dois, a relação deles é muito mais do que isso. É de irmão, de amigo. Basta conversar com ambos para perceber a proximidade que há entre eles. Sempre mantendo o respeito pela paternidade.
E como a maioria dos filhos, que veem no pai um exemplo, Alanzinho, como é conhecido na família, herdou algumas paixões. Entre elas está a sinuca, maior passatempo da dupla quanto passam um tempo juntos. o jogador até recebeu a reportagem do L!Net no prédio onde mora praticando com seu assessor.
Os confrontos são constantes. Na última vez, foram cerca de 100 partidas disputadas. Os duelos são sempre cheios de provocação. Certa vez, em Portugal, o filho deu um "gato" (quando um jogador ganha sem o outro matar nenhuma bola) no pai. Para reiterar, pendurou o desenho de um gato perto da mesa. Quando o pai deu o troco, com sobras, não teve dúvidas: colou a imagem de vários gatos na parede para provocar o filho. Depois, teve de esfregá-la para limpar e retirar a cola que ficou fixada.
Mas, afinal, qual deles é melhor?
– Meu filho é um patão na sinuca. Quando a gente joga é uma guerra. Essa vez que ele ganhou de mim, estava morrendo de sono da viagem. Quando descansei, virei, dei três gatos nele. Ele vai comer na minha mão a vida inteira. Na sinuca o Alanzinho é um pangaré – contou, ao LANCE!Net.
O jogador admite a "freguesia".
– Não sou pato. Tenho de admitir que o saldo é a favor dele, mas reversível. Mas ele é craque mesmo, joga muito e está na frente – reconheceu.
Agora, os dois estão mais próximos, já que a família vive em Barra Mansa (RJ). Falam-se todos os dias, mais de uma vez. O jogador, inclusive, usa um carro do pai, que ajuda a administrar a parte financeira.
O futebol foi outra paixão que passou de um para outro (veja abaixo). Se mandar outra bola na "caçapa" hoje, o atleta fará homenagem ao seu exemplo. A torcida já têm muito a agradecer ao Seu Kardec.
Confira entrevista exclusiva com Alan Kardec:
LANCE!Net: Seu pai disse que você é quase um pai dele. Como é isso?
ALAN KARDEC: Tem de puxar a orelha algumas vezes, os papéis se invertem, tenho que puxar a orelha dele porque dá muito trabalho (risos). Na hora que tem de chamar atenção eu chamo, isso foi como ele me educou. É bem na amizade, algo bem próximo.
L!Net: Ele foi seu grande incentivador para virar jogador de futebol?
AK: Desde a infância ele não perdia um jogo, em qualquer lugar. Viajava com a base e ele sempre acompanhou, me incentivou muito. Desde pequeno eu acompanhava ele nos campos, ficava batendo minha bola. Desde que tive a chance no Vasco, com dez anos, ele sempre me incentivou e acompanhou em tudo.
L!Net: Seu pai corneta muito você?
AK: Já cornetou bastante (risos). Já tivemos algumas conversas mais sérias, ele sempre dá um toque do que fazer, como fazer, pede para ter humildade, pés no chão sempre... Além de me cornetar é alguém que me auxilia muito, como pai, amigo. Alguém que vê as coisas por fora, tem a cabeça fria para analisar que às vezes não temos. Somos muito próximo, nos falamos todo dia.
Família Kardec
Pescaria
Ambos são apaixonados pela pesca. Aos oito anos o jogador já ia para o meio do mar com o pai. Essa disputa é ainda mais acirrada entre eles.
"Às vezes eu deixo ele pegar um peixinho maior, mas por querer. Finjo que arrebentou minha linha, solto peixes. Se eu ganhar nisso também ele para de gostar", brinca o pai.
"Ele é mais historiador que pescador. Gosta mais de contar história do que pescar. Ele foi o meu grande incentivador, me ensinou, mas na hora de contar os peixes eu estou bem na frente (risos)", diverte-se o jogador.

Alan Kardec pesca com o pai nas horas vagas (FOTO: Acervo Pessoal)
Futebol
O esporte virou profissão para Alan Kardec, mas o começo foi indo ver os jogos do pai. Depois, o mais velho passou a seguí-lo para vê-lo atuar em todo lugar, desde a base. Mas e quando se enfrentavam?
"Ele jogava na zaga pra não ter que me enfrentar, sabia que ia levar porrada. Aquela jogada contra o São Caetano, comigo ele já tinha passado por cima do alambrado (risos)", contou o pai.
"Ele sempre foi botineiro, gostava de bater. Brucutu que só dava sarrafada e porrada (risos). Por isso o medo. Ele jogava no alambrado. Hoje eu passo fácil", explicou o filho.

Com a camisa do Botafogo, seu time de infância, Kardec posa para foto com o pai (FOTO: Acervo Pessoal)
Confira um 'Com a Palavra' do pai de Alan Kardec:
"Nos falamos umas duas ou três vezes por dia, não importa onde ele esteja. Nossa relação não é de pai e filho, é de dois irmãos, dois amigos. Ele tem total liberdade de me xingar, brincar, me zoar, falar besteira de mim, como eu também tenho dele.
Às vezes o Alanzinho até parece mais meu pai do que filho. Gosta de me dar dura (risos). É muito preocupado comigo e com a mãe, fica louco se a gente não atende ele.
Não perco uma entrevista, nada. Minha vida é em função dele."
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