Passado no Furacão ainda incomoda Antônio Carlos

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Um dos líderes da equipe do Botafogo, o zagueiro Antônio Carlos, terá um reencontro especial. Neste sábado, com transmissão em tempo real do LANCENET!, a partir das 18h30 (de Brasília), o defensor voltará à Arena da Baixada, após dois anos. No Furacão, foi campeão e capitão, mas ainda guarda mágoas da diretoria.
De 2007 a 2009, o zagueiro realizou 110 partidas com a camisa do Atlético e tinha o respeito da torcida. Campeão paranaense pelo clube em seu último ano, Antônio Carlos começou a ver sua vontade de jogar futebol diminuir após conflito com a diretoria paranaense.
Na ocasião, segundo o próprio conta, ele foi afastado do elenco sem explicação prévia.
– Sempre me comprometi muito com o clube e fui capitão. Faltou respeito da diretoria, porque fui afastado, junto com outros quatro, sem motivo. Ficamos sabendo pela imprensa. Perdi a vontade jogar futebol por um tempo – disse o defensor, que viveu alguns percalços até chegar ao Botafogo, no ano passado: – Tive que jogar uma Série B, algo que nunca tinha ocorrido, porque fizeram isso comigo. Mas apareceu o Botafogo e reencontrei a vontade de jogar futebol – desabafou, relembrando passagem pelo Atlético-GO.
Com a situação contornada, Antônio Carlos vive uma das melhores fases de sua vida. Mesmo assim, o camisa 3 não esconde que voltar à Arena da Baixada, pela primeira vez, terá um gosto especial.
– Vai ser a primeira vez que vou jogar lá contra o Atlético. É um jogo especial. Até por tudo que passei lá, pelo lado positivo e negativo – revelou, ressaltando em seguida o seu respeito pela instituição e pela torcida: – Meu problema foi com a diretoria. Se fizer gol não vou mandar ninguém calar boca, por respeito ao clube e a torcida e por uma ética que tenho que seguir – completou.
Querendo ou não, esse encontro será especial para o defensor, para os botafoguenses e para os atleticanos. É a hora de Antônio Carlos.
Zagueiro sempre foi um líder em campo
Com a ausência de Loco Abreu, Antônio Carlos acabou ganhando de Caio Junior a braçadeira de capitão. Contudo, isso não é uma novidade para o defensor. No próprio Atlético-PR, Antônio Carlos teve a confiança dos técnicos para liderar a equipe dentro das quatro linhas.
– Fico feliz, pois em todos os times que passei fui capitão, até no Atlético-PR e em times que joguei pouco tempo. Eu não procuro isso. Acontece. Para mim, não é nada de anormal. Eu penso que você pode ser um líder sem a braçadeira do mesmo jeito – contou.
Para o jogador, ser capitão também serve como um grande aprendizado. Ele não se importa em devolver a braçadeira.
– Quando o Loco Abreu voltar, não ligo em devolver a faixa de capitão para ele. O apredizado é legal e diferente, porque você tem que conversar com a diretoria, dentro e fora de campo, expondo o que os jogadores querem – revelou o camisa 3.
Paranaenses evitam polêmicas
A diretoria do Atlético-PR garantiu que não tem qualquer mágoa do zagueiro Antônio Carlos. Segundo o diretor de futebol do clube, Alfredo Ibiapina, o defensor não ficou no clube porque houve uma boa proposta do Botafogo.
– Temos um respeito muito grande pelo Antônio Carlos, que foi muito bem na sua passagem pelo clube. Na época ele e outros atletas tiveram um pequeno desentendimento interno e optamos por emprestá-lo. Não retornou porque o Botafogo se interessou.
Antônio Carlos foi emprestado pelo Furacão ao Botafogo por três anos, até junho de 2014.
Bate-Bola exclusivo ao LNET! com Antônio Carlos, zagueiro do Botafogo
1) Como vê essa sua identificação com o Botafogo?
R: Respeito todos os clubes que defendi, mas aqui reencontrei a vontade de jogar bola. O jogador fica marcado quando tem grandes conquistas e consegui um Estadual pelo clube. Isso é gratificante e cria esse vínculo com a torcida.
2) Como sua família tem te apoiado em toda sua carreira?
R: Minha mãe é minha maior fã. Ela sempre fala que joguei bem. Fico feliz por todos, já que eu realizo um sonho da família toda. A maioria foi jogador, mas só eu virei profissional.
3) Acredita que vive a melhor fase de sua carreira aqui no Botafogo?
R: Sempre digo que a melhor fase está por vir. Não podemos fazer dez jogos bem e um mal, que você fica marcado. Estou em um momento legal.
4) Acredita que tem evoluído?
R: Com certeza. Até na questão do posicionamento. No início da carreira eu pegava a bola e queria sair para o ataque, parecia até que eu era um lateral. Hoje me posiciono melhor, até pelos treinadores que tive.
5) Quem é sua referência?
R: O cara que mais me ajudou foi o Ricardo Rocha (ex-zagueiro), sempre falo isso quando me perguntam.
6) Tem algum amigo seu que ainda está no Atlético-PR?
R: O Rafael Santos (zagueiro) que é muito meu amigo. Saiu muita gente, o Atlético tem muitos jogadores que não ficam mais de um ano, porque sempre acontece algum problema com a diretoria.
7) O time sente a ausência de Loco Abreu no ataque?
R: Loco tem nome, é uma referência e sentimos falta dele. Mas quem está jogando têm dado conta do recado. Mas o Loco é excelente.
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