Parceiro de Xavi, Marcos Senna lamenta despedida do Barça
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O dia 6 de junho será um marco para o Barcelona, futebol espanhol e porquê não para o futebol mundial? Em Berlim, na final da Liga dos Campeões da Uefa, Xavi fará contra a Juventus seu último jogo com a camisa do clube catalão. Aos 34 anos, o meia anunciou que defenderá o Al Sadd (QAT).
Xavi é considerado por muitos como o maior jogador espanhol de todos os tempos. Sua história se confunde com a ascensão do futebol espanhol nos últimos anos. Fez toda a base no Barcelona, em La Masia, e era um dos destaque pela qualidade no passe e controle com a bola nos pés. Isso desde muito novo, pois começou no clube catalão com apenas 11 anos de idade.
Promessa da base catalã e convocado com frequência para as seleções de base da Espanha, Xavi ganhou sua primeira chance no time profissional do Barcelona em 1998, quando o holandês Van Gaal decidiu apostar em seu talento. Logo no primeiro jogo, contra o Mallorca, pela final da Supercopa da Espanha, ele brilhou ao fazer um gol.
A melhor fase de Xavi no Barcelona foi quando Pep Guardiola era o treinador. Por ironia do destino, o meia acabou sendo o substituto natural de Pep no clube catalão, tendo se firmado na equipe na temporada 2001-02. Foram diversos títulos, só do Campeonato Espanhol foram oito. Três Champions League, dois Mundiais, três Copas do Rei, seis Supercopas da Espanha entre outros.
O grande parceiro de Xavi no meio de campo catalão foi Iniesta. Um pouco mais novo, com 31 anos, Andrés ficará "orfão" no meio de campo do Barcelona e o mundo do futebol deixará de acompanhar uma das maiores duplas da história. Ambos fizeram história com o Barcelona e a seleção espanhola. Conquistaram juntos a Copa do Mundo de 2010.
Na seleção, por sinal, o grande "tutor" de Xavi foi Luis Aragonés. O já falecido treinador espanhol deu a Xavi a missão de comandar o meio-campo da Fúria, no sistema que ficou conhecido como tiki-taka. A Eurocopa de 2008 foi o primeiro grande título desta geração, passando pelo Mundial da África do Sul e a Euro de 2012 - estas últimas sob o comando de Del Bosque.
Parceiro de Xavi na seleção espanhola no título da Euro-2008 e rival no Espanhol quando defendia o Villarreal, o volante Marcos Senna, hoje no Cosmos (EUA), rasga elogios ao meia do Barcelona. E lembra da sua importância no processo de reconstrução do futebol espanhol
- A seleção espanhola, principalmente depois dos triunfos... Fica até mais fácil falar que ele é o melhor da história, do que outros jogadores que jogaram antes. A espanha sempre teve grandes jogadores, mas que não conseguiram ganhar como ele ganhou. Mas sempre fui fã dele, antes mesmo de jogar na Espanha. Lembro da época do Xavi e do Guti, admirava ambos. Ele sempre foi referência, e quando passei a jogar com ele ou contra vi que era um dos melhores. O futebol do Xavi sempre me atraiu, e depois veio o Iniesta - afirmou ao LANCE!.
Senna acha que Xavi ainda "tem muita lenha para queimar", mas entende sua saída do Barcelona aos 34 anos. Diz que foi inteligente, porque vai deixar uma ótima imagem no clube. Ele lembra também do processo de união entre madrilenos e catalães para o sucesso da seleção espanhola. Casillas, goleiro do Real Madrid, e Xavi, meia do Barça, foram peças fundamentais:
- Quando cheguei na seleção espanhola, já tinha esse discurso (de união). Na Copa de 2006 já estava nesse processo, a seleção perdeu no campo. Mas tinha esse pensamento. Aragonés só mudou a maneira de jogar em 2008 e deu muito certo.
Sobre o fracasso da seleção espanhola no Mundial de 2010, no Brasil, grupo do qual Xavi fazia parte e que foi alvo de várias polêmicas, Senna diz se tratar de coisas que acontecem no futebol:
- Conheço 99% dos jogadores, são pessoas do bem legais. Quando se ganha, tudo é muito bom. Quando se perde... Prefiro apostar que os jogadores não renderam. Outros times voaram com novos jogadores.
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