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Pai de Ramiro revela 'bronca' aos quatro anos e tratamento para crescimento

Dia 01/03/2016
03:26

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- Pai, tu não entende nada de futebol. Fiz o que o treinador pediu.

Com essa frase, aos quatro anos, Ramiro confirmou para o pai Gilnei que a personalidade seria forte. O garotinho rechaçou os pitacos do pai após uma partida de futsal na escolinha Guerreiro, em Gramado. Não foi a única vez. A família sempre foi determinante na vida do jogador. Mas a opinião do volante do Grêmio que definiu caminhos relevantes na vida.

Aos 11 anos, Ramiro começou seus passos com as raquetes. Participou de quatro torneios: venceu dois e foi vice-campeão em dois. Por isso, a família optou por priorizar o esporte. Planejou uma mudança nas aulas de Ramiro para que ele tomasse aulas particulares. Estava tudo encaminhado. Mas um convite para jogar um torneio em Três Coroas chacoalhou tudo.

- Pode ser a chance da minha vida, pai - disse o garoto, aos 12 anos.

Foi o argumento usado por Ramiro para que ele abortasse os planos de ir para o litoral gaúcho durante as férias da mãe com a família. Gilnei ficou com o menino e o levou ao torneio. A boa atuação trouxe convites do próprio Grêmio, do Cruzeiro e do Juventude. A opção pesou a proximidade e o jogador foi atuar em Caxias do Sul, viajando de ônibus no início da tarde e voltando para casa por volta das 21h. A versatilidade também passou a figurar nas conversas.

- Sempre foi titular e jogava de lateral, volante, meia. Então não teve essa dificuldade. Os treinadores falavam que ele sempre estaria no time por isso - explicou Gilnei.

Família tentou aumentar altura com tratamento

No meio da adolescência, com 13 anos, Ramiro passou por um tratamento "de Messi". O volante, com contrato até 2015 com o Grêmio, tem passaporte europeu. E o pai ouvia muito de empresários que se o jogador tivesse 5 cm a mais, já teria tomado o caminho do Velho Continente. Por isso, procurou um especialista e fez tratamento para que Ramiro ganhasse altura. Algo que não deu muito certo, na leitura de Gilnei.

- Empresários e pessoas do futebol me falavam que se ele fosse um pouco mais alto, já estaria na Europa. Cheguei a levar em um especialista, mas não deu muito certo. Era um medicamento, mas o especialista tinha preocupação de ser equilibrado, era leve. Fizemos durante um ano, um ano e meio. E percebemos que a altura não ajudava e não atrapalhava. Talvez se tivéssemos feito o tratamento antes, mas para ele não foi preocupação. Era mais minha, pelo que falavam da Europa.

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