Em ótima fase, Bruno Soares já planeja temporada de 2013
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Os meses de setembro e outubro têm sido especiais para Bruno Soares, de 30 anos. Em um período inferior a 30 dias, ele não parou de levantar taças.
Foram três: a de duplas mistas do Aberto dos Estados Unidos (ao lado da russa Ekaterina Makarova) e a dos ATP 250 de Kuala Lumpur e 500 de Tóquio (ao lado do austríaco Alexander Peya). Neste tempo, ajudou o Brasil a voltar à elite da Copa Davis e tornou-se o melhor jogador do país no ranking de duplas. Ocupa atualmente a 19ª posição, uma à frente de Marcelo Melo.
Na madrugada desta quinta-feira, ele estreará no Masters 1.000 de Xangai (CHN) em busca do maior título da carreira. Seus rivais serão conhecidos na manhã desta quarta-feira.
– Este momento é resultado do trabalho que venho fazendo ao longo dos últimos. Treinei muito para me tornar um jogador mais completo. E está começando a dar resultado – disse Bruno ao LANCENET!.
O crescimento tem relação direta com a formação da parceria com o austríaco Peya, de 32 anos. Os dois títulos que conquistaram juntos vieram de forma relâmpago. Afinal, atuaram juntos em somente cinco torneios. Em 17 partidas disputadas, são 14 vitórias.
O novo parceiro serviu para dar um ânimo extra para Bruno, que teve um primeiro semestre longe do imaginado. Ele jogou ao lado do americano Eric Butorac até maio. Em 13 torneios, levou apenas um título: o do Aberto do Brasil, em fevereiro.
– As coisas não se encaixaram legal, o jogo não estava fluindo como eu queria. Agora, estou me sentindo mais à vontade com o Alex. As coisas estão acontecendo de maneira mais natural – afirmou o brasileiro.
Por terem se juntado apenas na parte final da temporada, é praticamente impossível conseguirem uma vaga nas Finais da ATP, que reúne as oito melhores parcerias do ano e ocorre em novembro, em Londres.
Bruno e Peya estão na 16 colocação, com 1.260 pontos, 1.595 a menos do que Mahesh Bhupathi/Rohan Bopanna (IND), últimos da linha de corte. Eles teriam de ganhar todos os torneios que restam no ano, incluindo dois Masters 1.000.
– Essa é a meta para 2013 (as Finais). Estamos muito distantes. É difícil, mas não nos preocupamos com isso – completou o brasileiro.
Bate-Bola
Bruno Soares
Em entrevista exclusiva
Como surgiu a ideia de formar a parceria com o Alexander Peya?
Já nos conhecíamos há algum tempo e terminamos com os nossos parceiros mais ou menos na mesma época. Estava no Brasil descansando e entrei em contato com ele. Fechamos a parceria após Roland Garros (em maio) mas, como já tínhamos outros compromissos, só passamos a jogar juntos depois de Wimbledon (em julho).
E como é o relacionamento de vocês fora da quadra?
Nos damos muito bem. Ele é um cara tranquilo. Sempre fomos amigos, mas nunca estivemos tão próximos. Essa amizade se fortaleceu muito. A gente tem conversado bastante, saído para comer. Estamos nos conhecendo melhor. Isso ajuda no entrosamento em quadra.
Apesar de você ter obtido resultados mais expressivos do que os do Thomaz Bellucci neste ano, sempre fala-se mais dele. Você acha que falta reconhecimento ao seu trabalho?
Não, acho que o pessoal tem um reconhecimento bacana no Brasil. Pelo que vejo nos outros países, acho que no Brasil é onde mais se prestigia nossos resultados. Sinto um carinho legal das pessoas. Muitos me param nas ruas, outros mandam mensagens pelo Twitter. Sou muito agradecido aos torcedores.
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