OPINIÃO: O trabalho 'anti-euforia' dentro da Academia de Futebol
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Como lidar com o excesso de euforia? O Palmeiras não é líder do Campeonato Brasileiro e está atrás de seu maior rival. A euforia de torcedores, logo, deveria ser maior no Atlético-MG e no Corinthians. Mas não é. E a explicação é simples: dos três, o Verdão é o menos acostumado a estar no topo da tabela nos últimos anos. Natural que o palmeirense, que fechou a 16ª rodada de 2014 com 14 pontos, na lanterna, vá lotar o Allianz Parque neste domingo em êxtase na expectativa de ver o Palmeiras encostar de novo nos dois primeiros. O Alviverde não briga pelo título nacional desde 2009. Em 2015, vai brigar. Jogadores e comissão técnica parecem entender todo esse contexto dentro da Academia.
Ninguém quer cair em armadilhas tão cedo. É do jogo ganhar e perder. E todos estão cientes que em algum momento derrotas virão. Marcelo Oliveira, mesmo há pouco tempo no clube, tinha na ponta da língua o período sem título do Brasileirão do Palmeiras, em bate-papo com o LANCE!: "São 21 anos, né. E falo todo dia aos meus jogadores o que grandes conquistas representam".
Há um trabalho diário para que o grupo não se deslumbre com os bons resultados. Note o tom das últimas respostas de Fernando Prass, Rafael Marques, entre outros. Marcelo, o líder, atual bicampeão brasileiro, mantém a fala mansa e alerta a cada vitória sobre os defeitos que o time ainda precisa corrigir. Os atletas mostram estar em sintonia com o técnico. Acreditam em quem já venceu. A torcida tem o direito de vibrar.

(Marcelo Oliveira conversa com os jogadores na Academia)
Na noite do último domingo, após a goleada por 4 a 1 sobre o Vasco, alguns torcedores cruzaram jogadores no saguão do aeroporto, na volta para São Paulo. Eufóricos, palmeirenses gritaram "campeão" ao verem os atletas. Zé Roberto, um dos líderes, pediu calma. Há um longo caminho para percorrer.
O Palmeiras tem um elenco forte para encarar as pedreiras que virão com a volta da Copa do Brasil. Como time, ainda está atrás de Atlético-MG e Corinthians, montados há mais tempo. Pela lógica, não é trabalho para "bater campeão" já em 2015. G4 já seria um grande resultado. Mas o futebol brasileiro é tão equilibrado que nem sempre há lógica. O Verdão está na briga.
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