Opinião: os problemas da Seleção são sempre os mesmos…
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Três momentos emergenciais e a postura de técnicos com características distintas:
1) Torneio Pré-Olímpico de futebol, Chile, 25 de janeiro de 2004. A Seleção de Maicon, Robinho e Nilmar, que jogava pelo empate, perde do Paraguai e fica fora da Olimpíada de Atenas. Na entrevista pós-jogo, o então técnico do time, Ricardo Gomes, não se aguenta e chora.
Admiro quem externa emoções de forma autêntica, sem fazer novela ou com segundas intenções. Era o caso de Gomes. Mas, não sei por quê, a cena me incomodou. Talvez aquele desequilíbrio momentâneo explicasse por que seu time – jovem, é verdade – era tão instável em campo.
2) Goiânia, 30 de janeiro de 2002, véspera de amistoso da Seleção contra a Bolívia. Irritado com um torcedor que pedia Romário, Felipão explode e reage com um chute na bunda. E só não o agride mais porque é contido pelo massagista Luizão e por um dos seguranças da delegação.
Quatro anos antes, o técnico, pelo Palmeiras, já havia dado um soco em um jornalista que insistiu sobre questão que ele não queria falar.
3) Stuttgart, 10 de agosto de 2011. Brasil perde da Alemanha e acumula terceira derrota com Mano Menezes, no terceiro jogo contra rivais que figuram entre os dez primeiros do ranking da Fifa. Com serenidade (ainda...), o técnico diz que não pode fazer milagre e que a Seleção terá de "passar por essas etapas". E cresce a insatisfação com Mano, um ano no comando.
De Ricardo Gomes a Mano, passando por Felipão, já vi (em poucos anos de vida e profissão) mais de uma dezena de técnicos comandando a Seleção. Os problemas são quase sempre os mesmos: pressão por resultado, por renovação, por esse ou aquele jogador que deveria ir ou que não poderia ir... As reações, sim, é que costumam variar.
Mas confesso que, com Ricardo Teixeira lá, parei de me importar com a caminhada conturbada de quem tenta encontrar um rumo.
Afinal, o filme foi o mesmo com Lazaroni, em junho de 1989, o primeiro técnico do primeiro mandato de Teixeira. Conseguiu perder da Suécia (1x2), da Dinamarca (0x4) e da Suíça (0x1), enquanto tentava renovar a Seleção. O presidente da CBF sabe bem como funciona tudo isso...
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