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L! Opina: Alexsandro de Souza, o rei dos golaços, vai rever o Palestra

Dia 13/10/2015
15:00

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Alexsandro de Souza. Pediu permissão a Ademir da Guia para usar a camisa 10 do Palmeiras. E não decepcionou o Divino. Alex, o 10, vestiu o verde de Palestra Itália em 241 partidas. Só foi mais vezes a campo por um clube em sua carreira no Fenerbahçe (378 jogos), da Turquia, onde virou até estátua por conta dos títulos e dos 185 gols. Não chegou a tanto no Palestra, mas ganhou, justamente, uma partida de despedida. É neste sábado, às 21h, que a torcida poderá aplaudi-lo de novo.

Alex, um deus para os turcos do "Fener", foi o rei dos golaços. Não me lembro, nos meus 32 anos, de ter visto alguém fazer tantos espetaculares como o ídolo de Palmeiras, Cruzeiro e Coritiba. Gols de todos os tipos. Gols para todos os gostos, com dribles, chapéus e chutaços.

Em semana de Choque-Rei, março, impossível não lembrar do dia 20 do mês três de 2002. "Um gol para enfeitar o futebol", narrou o igualmente genial José Silvério após Alex chapelar o maior jogador da história do São Paulo, na casa do São Paulo, com a maioria da torcida do São Paulo. 4 a 2, Rogério Ceni vencido. A última vitória do Palmeiras sobre o Tricolor no Morumbi. Talvez o tabu que ali começou tenha sido um decreto dos tais deuses do futebol para que a noite mágica seja lembrada em todo retorno do Verdão ao estádio desde então.

O palmeirense gritou 78 gols de Alex, viu 56 assistências. Viu Alex matar uma bola no peito com classe e estufar as redes do River Plate (ARG), para orgulho de Ademir. Viu o Palmeiras de Alex despachar os argentinos na semifinal da Libertadores de 1999. Viu a campanha histórica, que também será homenageada no sábado, no Allianz Parque, o velho Palestra Itália de Alex. Viu o craque fechar a conta com outro belo gol naquele 3 a 0 sobre o River. Viu Alex eternizar-se como o camisa 10 do único Palmeiras campeão do torneio sul-americano em mais de 100 anos.


Era irritante ouvir torcedores que o chamavam de sonolento. Dormindo estavam os que não aproveitaram os tempos em que Alex arrebentou defesas, como na histórica semifinal contra o Corinthians, em 2000. Quem dormiu no ponto foi Felipão, que não o levou para a Copa do Mundo de 2002. Injustiça a um dos mais talentosos meias deste país. Mas como diz o clichê: "azar da Copa". Sortudo é quem o viu fazer seus golaços, inclusive pela Seleção Brasileira.

1035 jogos na carreira, 422 gols, 356 assistências. Alexsandro de Souza, um dos gênios do futebol. Merece ser aplaudido de pé, sábado, no Parque, onde desfliou com a camisa do Palmeiras em 91 partidas, com 33 bolas na rede e 23 passes para gol. Palmas para Alex!

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