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Nuzman fala sobre a Baía: 'Bandeira levantada pelos adversários'

Dia 01/03/2016
02:22

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O presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, desembarcou nesta quarta-feira em Toronto para os Jogos Pan-Americanos. E um dos primeiros eventos oficiais que contou com a participação dele foi a Cerimônia de Boas-Vindas ao Brasil na Vila do Pan.

O dirigente participou da festa e puxou a fila de atletas ao lado do mascote do Time Brasil. Antes disso, ele falou sobre suas expectativas para o evento canadense, o porta-bandeira do Brasil Thiago Pereira e até sobre a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, especificamente sobre a  Baía de Guanabara e os eventos-teste.  Confira:

O que o COB projeta para o Pan de Toronto visando já 2016?
Carlos Arthur Nuzman - "Temos uma delegação grande, dividida em atletas que são os titulares e outros que são os possíveis substitutos, porque temos outros mundiais, outros eventos. A prioridade é dividida, e isso acontece em todos os Pans e com todas as equipes. Nossa expectativa é que o grupo de Brasil, Canadá e Cuba dispute do segundo ao quarto lugar. Os Estados Unidos devem lideram em medalhas. E tem um grupo em seguida de México, Argentina, Venezuela e Colômbia"

Thiago Pereira vai ser o porta-bandeira do Brasil na abertura dos Jogos e vai ser indicado para a comissão de atletas da Odepa. Como você avalia isso?
CAN - "É um desejo da delegação e de todos. Thiago é um dos grandes atletas brasileiros, tem uma história irrepreensível no esporte com suas conquistas e a maneira dele ser. É um dos grandes nomes que o esporte brasileiro tem, não só como atleta, mas como ser humano"

Como fazer para que não exista um pessimismo com resultados ruins ou abaixo do esperado nos Jogos Pan-Americanos ou um excesso de otimismo?
CAN - "Os resultados virão de acordo com o que os atletas vão apresentar. Foi dado a eles tudo pelas confederações e pelo Comitê Olímpico do Brasil. A cada vez, a preparação é melhor. Agora, é uma questão de esperar os resultados. É importante que a população entenda que devemos olhar o esporte de uma maneira geral. Isso eleva a importância e dá uma segurança maior aos atletas nas suas atuações"

Como está a construção das arenas para os Jogos Olímpicos de 2016 e como está a expectativa para os eventos-teste, que começam com tudo nessa semana com as finais da Liga Mundial de vôlei?
CAN - "As arenas estão no cronograma normal. E os eventos-teste são para serem testados. Para nós podermos analisar e mudar os erros que deverão ter, e corrigir. É para isso que eles existem. Não existem para resultados técnicos. Existem para que o Comitê Rio-2016 possa avaliar e estudar. E todos vocês da imprensa também ver como vão cobrir. É para todos"

Como você avalia que vai estar a Baia de Guanabara para a Olimpíada? Existem até opiniões diversas, com pessoas elogiando e também críticas.
CAN - "Isso foi uma bandeira levantada pelos países adversários. Já disputamos campeonatos mundiais e Jogos Pan-Americanos e nunca abriu a boca. Estão preocupados porque os velejadores brasileiros conhecem as questões de vento, as correntes, que são diferentes. Aí, criaram isso. Nosso desejo é que a água esteja limpa. E como esteve no evento-teste, nos Jogos Pan-Americanos, os Campeonatos mundiais... É muito mais uma questão dos adversários ficarem reclamando ou alguém querer justificar seus resultados.  A Baía estará em condições e vamos ter uma grande competição de vela como talvez poucas vezes na história. Normalmente, as competições de vela são realizadas a 300km, 400km, você tem de ir de avião, não tem cobertura de imprensa porque fica longe. Agora, está no meio da cidade, que tem uma imagem extraordinária. Então, é a hora de também pensarem o contrário"

E como você tem avaliado essas longas distâncias entre as arenas do Pan, em Toronto?
CAN - "Isso foi uma opção que Toronto fez e a Odepa aceitou. Vai ter de ser feito isso. É longe, muitas das vezes há uma diversificação de locais, de não estarem todos concentrados no mesmo lugar. Acho que isso vai acontecer em Jogos futuros. Olímpicos ou Pan-Americanos. Com isso, você economiza na hora de distribuir as instalações. Vão ter bons resultados"

Mesmo com as competições longe?
CAN - "Mesmo com as competições longe. Se pensar que em Atlanta a competição de vela era em Savannah, a quase a 500 km, tinha de ir de avião. Não tinha quem fosse cobrir. Então, é isso. Aqui, pelo menos, vai ser como a vela na China. Você viajava de avião mais de duas horas, o hipismo foi em Hong Kong. Vai ter de conviver com isso hoje de uma maneira mais intensa"


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