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Nova era no departamento de futebol profissional do Timão

Dia 27/10/2015
21:44

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No mesmo momento em que o astro Ronaldinho Gaúcho, de 32 anos, era apresentado pela diretoria do Atlético-MG, o meia-atacante Romarinho, de apenas 21 anos, ex-Bragantino e revelação do Paulistão, vestia a camisa do Corinthians pela primeira vez no CT Joaquim Grava. Cenas que, se acontecessem até 31 de dezembro do ano passado, poderiam até estarem invertidas.

Tudo porque, a troca de presidente no Parque São Jorge não foi apenas na figura do representante do cargo. A mudança também representou uma alteração significativa na postura diante das questões financeiras no departamento de futebol e também na parte administrativa do clube.

Andrés Sanchez, que ficou entre outubro/07 à fevereiro/12, ficou marcado pela ousadia nas contratações de impacto e também pelos aumentos da receita e da dívida do clube, Mário Gobbi iniciou sua gestão com postura mais conservadora, inclusive, em outros departamentos do Timão.

Enquanto o antecessor agia com a política do "traz que a gente se vira para pagar depois", como diz um dos que acompanharam sua estada no clube, o atual presidente deixou claro a seus diretores desde que assumiu: se não tiver como pagar, não traz. Forlán é exemplo. Para contratar o uruguaio, o clube teria de desembolsar 3,2 milhões de euros (R$ 7 milhões) para tirá-lo da Internazionale (ITA), além de luvas e salário. Pensando nos limites de um atacante de 33 anos, Mário Gobbi vetou.

– O que está existindo agora é uma cautela. Algum clube brasileiro tem que iniciar isso. Falar que paga é fácil, mas não é apenas um jogador, são 30 – afirma o diretor de futebol Roberto de Andrade.

Andrés, ao contrário, investiu pesado em pelo menos uma contratação de impacto por temporada desde o início de 2009, quando fechou uma parceria inédita no futebol brasileiro, com Ronaldo – Roberto Carlos e Adriano foram os outros astros nos anos seguintes.

– As receitas cresceram, mas as despesas estão maiores também. Você não altera o que está assinado, mas é possível fazer isso com os novos jogadores. A ideia é essa. Falando no português claro, é dançar conforme a música – diz Andrade, sobre o novo modelo de administração.

PRIORIDADE É NÃO PERDER TITULARES
Independentemente da política de contratação, o presidente Mário Gobbi tem uma certeza em sua cabeça: a de fazer de tudo para não perder os principais jogadores do atual elenco, responsáveis pelo quinto título brasileiro do clube, após uma belíssima campanha.

Em conversa recente com jornalistas, o mandatário demonstrou preocupação com a saída dos mais cobiçados pela Europa, como Ralf, Paulinho e Castán, e prometeu que não mediria esforços para tentar mantê-los, mesmo com as distintas situações contratuais.

– Sem dúvida, não perder ninguém para este ano foi nosso maior reforço – afirmou o presidente, que explicou na sequência o por quê da obsessão pela permanência dos principais homens do elenco do técnico Tite.

Na visão de Gobbi, gastar dinheiro com um jogador que já conhece o clube, o ambiente e a torcida é mais vantajoso do que trazer alguém de fora, que pode não render o mesmo que o antecessor. Em outras palavras, para ele, é melhor gastar dinheiro com a certeza do que investir no duvidoso.

– Posso trazer um grande jogador e ele não se adaptar. Quem já está conosco, sabe qual é a política do clube, como deve se comportar e isso é algo que não se deve abrir mão nunca – lembrou Gobbi, que recentemente almoçou com alguns jornalistas durante viagem pela Libertadores.

Em tempo: a campanha na competição sul-americana, na visão de Tite, é fruto dessa manutenção.

CANDIDADOS A ASTROS EM 2012

Diego Forlán
Atacante uruguaio, que pertence a Internazionale (ITA), foi oferecido, mas clube analisou as cifras e não viu qualquer vantagem.

Pato
Oferecendo toda estrutura do CT Joaquim Grava, clube tentou seduzir atacante do Milan, que não quer sair da Europa.

Maxi López
Atacante, que está emprestado pelo Milan ao Catania, também da Itália, foi oferecido, mas clube não teve interesse.

Robinho
Ex-jogador Vampeta ofereceu o atacante do Milan à diretoria alvinegra. Ao buscar as informações, Timão viu que valor era alto.

ANTES, UM ASTRO POR ANO

2009
Ronaldo foi contratado no fim de 2008, poucos dias depois de a equipe terminar a Série B. E foi uma espécie de cereja do bolo da reconstrução do clube, com os títulos da Copa do Brasil e do Paulistão logo nos seis primeiros meses e novo patamar de dinheiro fora de campo.

2010
Com aval do Fenômeno, o Corinthians buscou Roberto Carlos. Ao contrário do que era previsto pela maioria, ele atuou frequência e foi titular até fevereiro de 2011. Saiu do clube sob alegação de ameaça, mas para ganhar mais na Rússia. Não houve título e a Fiel não sente saudade.

2011
Apesar de a contratação ser arriscada, Andrés resolveu bancar e foi atrás de Adriano. A lesão grave no tornozelo antes da estréia e a falta de profissionalismo na recuperação fizeram com que atuasse menos de dez jogos e marcasse só dois gols. Foi embora e ninguém reclamou...

2012
Por enquanto, o clube não trouxe nenhum jogador de impacto. Sob a administração de Mário Gobbi, o Timão trouxe jogadores para compôr o elenco, sem custos, na base do "Eu dou visibilidade aqui e, se ele vingar, fazemos pagamento depois". E foi assim que Adilson e Guilherme vieram...

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