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Nascido no Brasil, americano desenvolve o polo aquático no país e quer 'arroz, feijão e vinagrete'

Dia 01/03/2016
03:20

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Ele mora em São Paulo, no bairro da Vila Madalena, joga polo aquático pelo Sesi-SP e gosta de arroz, feijão e vinagrete. Não estamos falando de nenhum jogador da Seleção Brasileira. Esse é Tony Azevedo, capitão e um dos mais experientes do time dos Estados Unidos, campeão dos Jogos Pan-Americanos de Toronto (CAN) justamente diante do Brasil. Mas quem pensa que essa é a única ligação dele com o país está enganado. Ele bem que poderia ter atuado ao lado dos brasileiros.

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Azevedo nasceu no Rio de Janeiro no dia 21 de novembro de 1981. Mas como menos de um mês de idade, foi para a Califórnia, já que seu pai, Ricardo, um ex-jogador da modalidade, foi chamado para ser técnico.

De volta ao Brasil desde 2013, quando foi contratado pelo Sesi-SP, o capitão da seleção americana afirma que até recebeu um convite da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) . Mas não aceitou.

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- Recebi (o convite), mas depois dos três gringos que estavam lá... – afirmou o jogador, demonstrando certa mágoa.

- Cheguei ao Brasil para jogar na Liga (Nacional) e ajudar o polo em geral. Depois que convidaram todo mundo, é que vieram falar comigo. Não tinha muita vontade de falar – completou.

(Tony Azevedo é o capitão da seleção americana de polo aquático. Foto: Eduardo Viana)

Nos últimos anos, a CBDA repatriou atletas e chamou alguns estrangeiros que tinham alguma ligação com o país para defenderem a Seleção Brasileira. Tudo de olho em um bom resultado na Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro.

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Mas se o assunto sobre o time nacional incomoda, Azevedo fala com orgulho de outro projeto, dessa vez em sua equipe, o Sesi-SP.

- A gente vai desenvolver o polo aquático, vamos viajar para cidades onde o esporte não é muito popular. A ideia é falar sobre a modalidade, que é legal. Não é só o futebol no Brasil. Para mim, já vai ser muito bom se tiver mil pessoas jogando polo aquático fora de São Paulo e do Rio de Janeiro. Essa foi uma ideia do Sesi-SP. Falam que eu tenho um sotaque incrível de um gringo. Mas estou melhorando meu português. Espero que um dia eu fale melhor – declarou o jogador.

O americano também não esconde a satisfação por morar em um dos bairros mais agitados da capital paulista.

- É onde tem os melhores restaurantes do mundo. É incrível. Eu gosto do Brasil, quero meu arroz e feijão com vinagrete – disse o gringo, campeão pan-americano.

QUASE MORTE
Por pouco, Tony Azevedo quase morreu quando era criança. Quando tinha quatro anos, ele sofreu um corte na traquéia e no esôfago. Enquanto era operado, seu coração parou de bater por alguns minutos, mas os médicos conseguiram reanimá-lo. Seus pais, então foram avisados que ele não seria capaz de praticar esportes. Um grande engano.

CONFIRA UM BATE-BOLA COM TONY AZEVEDO:

LANCE!Net: Você já pensou em defender a Seleção Brasileira?
Tony Azevedo: Nasci no Rio de Janeiro, mas o polo aquático é nos Estados Unidos. Comecei lá. Para eu sair, com esse time, todos os jovens, todo mundo me ajudando quando eu era jovem, é impossível deixá-los.

L!Net: Como você tem observado o polo aquático do Brasil?
TA: É um momento muito legal. Você chegar aqui, ganhar uma partida contra a Croácia (na Liga Mundial). Estou muito feliz de jogar essa final juntos. Vamos para o Mundial e não vai ser só os Estados Unidos. São os Estados Unidos e o Brasil com chances de ganhar. Isso é o legal. Espero que continue após a Olimpíada. Esse é meu foco. O Brasil tem atletas muito bons.

L!Net: Por que decidiu vir jogar no Brasil?
TA: Voltei, porque o Sesi-SP me ligou. E queria fazer mais do que só jogar por um clube por dinheiro.

L!Net: O que você acha de muitos estrangeiros defenderem a Seleção Brasileira?
TA: Para os jogadores brasileiros, acho que é legal, porque não tinha chance de jogar pela Seleção a Olimpíada. Mas em geral, para a Olimpíada não é legal chamar e pagar jogadores de outros países.

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