De 'namoro', COB estreita conversas para contratar Joaquim Cruz
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O Brasil está próximo de garantir um grande reforço para os Jogos do Rio-2016. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o campeão olímpico Joaquim Cruz estão em "fase de namoro" para fechar uma aliança que pode culminar no repatriamento do ex-atleta, que vive há 30 anos nos Estados Unidos, para trabalhar na entidade com vistas às próximas Olimpíadas.
Na semana passada, Cruz e o superintendente executivo de esportes do COB, Marcus Vinícius Freire, encontraram-se em um seminário esportivo em Toronto (CAN).
O tema do congresso eram centros de treinamento para o alto rendimento, mas ambos reacenderam a discussão sobre o vínculo. Cruz foi ouro nos 800m em Los Angeles-1984 e atualmente é técnico na seleção americana de atletismo.
– O COB tem todo o interesse de contar com a experiência do Joaquim Cruz – afirmou Freire ao LANCENET!, via assessoria de imprensa.
O COB disse que ainda não tem uma definição sobre qual seria a função de Cruz na entidade, mas que isso estaria sendo debatido.
O interesse do COB em Cruz é antigo. Há dois anos, a entidade fez uma investida para repatriá-lo. Trouxe o ex-atleta e seus familiares (esposa e dois filhos) para passarem um mês no Rio e visitarem a sede do comitê, na Barra da Tijuca.
Segundo Cruz, a proposta era interessante, mas esbarrou no compromisso que tinha com a federação americana de atletismo e com o Comitê Olímpico local (Usoc). Ele não quis abandonar os pupilos no meio do ciclo para Londres-2012.
– Não dava para abandonar os atletas no meio do ciclo. Daí avisei ao COB que apressasse logo a mudança ou esperasse o fim de Londres. Ia ficar muito mal dizer para os atletas americanos que estava indo embora. Não podia fazer isso – afirmou Cruz, de 49 anos, ao LANCENET!.
Com o fim dos Jogos londrinos, as portas se abriram para novo flerte com o COB. Cruz é funcionário contratado do Usoc, mas não acha que isso será empecilho caso haja acerto para que retorne ao Brasil três décadas após deixá-lo.
BATE-BOLA
Joaquim Cruz
Em entrevista ao LANCENET!
LNET!: O que ainda impede você de dar o "sim" ao COB?
JC: Minha esposa tem um bom trabalho aqui nos EUA, meu filho mais velho está na universidade e o mais novo tem 15 anos. Ou seja, eu tenho minhas responsabilidades. Para sair teria de ser uma coisa muito bem planejada em termos de salário, oportunidade e saber o que fazer. Por exemplo, meus filhos teriam de estudar em escola americana no Rio, o que não seria barato.
LNET!: Você se encontrou com o Marcus Vinícius Freire em Toronto, na semana passada. Como foi?
JC: Reativamos a conversa de dois anos atrás. Ele apresentou as ideias dele e eu, as minhas. O namoro está acontecendo, essa é a fase.
LNET!: Quando o COB procurou você pela primeira vez?
JC: A conversa começou com o Agberto Guimarães (ex-atleta, hoje executivo do Rio-2016), meu amigo. Ele me ligou e perguntou se queria vir. Respondi que não queria trabalho de verão. Aí depois o Marcus Vinícius e o (Carlos Arthur) Nuzman entraram no circuito. O Nuzman até foi me visitar em uma competição para conversar. Sempre estive aberto a um retorno ao Brasil.
LNET!: Você está inclinado a voltar?
JC: Faz dois anos que este namoro está rolando. Já passou muito tempo até para virar algo maior (risos). Temos só quatro anos para montar o trabalho para 2016 e iniciar o de 2020. Tomara que dê certo.
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