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Mesmo ainda sem bater meta, COB se diz satisfeito com resultados do Pan

Dia 01/03/2016
03:28

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Um resultado dentro do esperado e das metas estipuladas. Essa é a análise feita pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) dos resultados obtidos pela delegação brasileira até o momento nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. No início da tarde desta sexta-feira, o presidente da entidade, Carlos Arthur Nuzman, o chefe da missão, Bernard Rajzman, o diretor executivo de esportes, Marcus Vinícius Freire e o diretor de comunicação Augusto Helena concederam uma entrevista coletiva para comentar a situação.

- Não ficamos abaixo do esperado. A meta é ficar no top 3, e nesse momento estamos. Essa era nossa meta, acho que vamos alcançar. No total de medalhas cada vez se dilui mais. E trouxemos realmente uma delegação mista, 70% dos atletas vieram pela primeira vez. Nosso objetivo foi baseado no conhecimento de quem traríamos e dos nossos adversários. Então, estamos dentro da meta – afirmou Freire.

Durante a entrevista, em que apenas o diretor executivo e Nuzman se pronunciaram, os dirigentes fizeram questão de enaltecer algumas conquistas do Brasil no Pan, como o recorde de medalhas de Thiago Pereira na história da competição, o número de láureas da canoagem, o crescimento da natação feminina e até a classificação olímpica do hóquei sobre a grama.

No entanto, os membros do COB não quiserem entrar em detalhes sobre alguns resultados abaixo do esperado. O atletismo, por exemplo, está com dez medalhas, sendo somente uma de ouro. O judô, apesar de ter ido ao pódio em 13 categorias (de um total de 14), não chegou na meta estipulada de 100% de conquistas, com um maior número de campeões.

- Apresentamos como metas anteriores, e podemos cumprir, é sobre o número de atletas no quadro de medalhas. Nossa meta era lutar pelo terceiro lugar no número total de medalhas. Defendemos essa contagem em respeito ao atleta que conquista o bronze ou a prata. Às vezes, as diferenças são mínimas. É só ver a vibração deles no pódio. É importante destacar isso. Se olhar só para as medalhas de ouro, a Guatemala tem seis medalhas. E tem vários países com mais medalhas que estão abaixo. A Guatemala melhorou bastante, mas não está em nível para comprar com outros, que tem diversificação – declarou Nuzman.

Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição no quadro de medalhas, tanto no número de ouros como no total. São 121 láureas, com 34 douradas, 34 de prata e 53 de bronze. Estados Unidos e Canadá estão na frente na disputa. Já Cuba está próxima aos brasileiros no número de ouros 28, mas está longe na somatória: 80.

Vale lembrar que no Pan de Guadalajara, em 2011, a delegação brasileira ficou no terceiro lugar nesses dois quesitos, com 48 ouros, 35 pratas e 58 bronzes, sendo 141 ao todo.

- Meta é algo para traçar, tem de ser difícil, mas factível. Quando não alcança, é só explica o que aconteceu. Precisa existir um objetivo e não pode ser simples- afirmou Marcus Vinícius Freire.

Normalmente marcada para o último dia de competições, a coletiva do COB sobre os resultados do Pan foi antecipada já que Nuzman e Rajzman vão viajar para Kuala Lumpur para uma reunião do Comitê Olímpico Internacional (COI).

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