Marcos Assunção: o pagador de promessas do Verdão

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– Não vou querer roubar o dinheiro de ninguém. Eu sempre ganhei dinheiro de forma honesta.
A frase de Marcos Assunção foi dita ao LANCENET! em 24 de abril, logo após o anúncio de sua contratação pelo Palmeiras. De personalidade forte e declarações firmes, o volante, hoje com 34 anos, respondia a quem duvidava de suas condições físicas na volta a um clube grande.
Quase seis meses depois, a promessa está sendo cumprida. O pé calibrado de Assunção já deu sete gols (seis de falta) ao Verdão desde 8 de maio, quando ele estreou.
Neste período, só Kleber, principal atacante, marcou mais: oito. Ewerthon também anotou sete.
Mais do que isso, os gols foram decisivos: deram uma vaga nas oitavas e encaminharam a das quartas, na Copa Sul-Americana, e decidiram jogos contra Atlético-MG e Grêmio, fora, e contra o Inter. Foram nove pontos na conta no Brasileirão, fundamentais para manter o Alviverde a seis do G3 e ainda sonhar.
Assunção: 'Serei ídolo quando ganhar um título'
Assunção não chegou com status de estrela. A contratação foi alvo de desconfiança interna, de opositores à antiga diretoria de futebol. O salário do volante está longe dos mais altos. O investimento foi baixo: o pacote Marcos Assunção e Tadeu custou cerca de R$ 400 mil ao Palmeiras.
O Verdão, aliás, atrasou parte do pagamento ao Grêmio Prudente pela rescisão e negocia tal dívida.
Assunção tem recompensado em campo e, fora dele, é um dos líderes do grupo. É homem de confiança de Luiz Felipe Scolari e respeitado pelos companheiros por sua postura.
Internamente na Academia de Futebol, Felipão compara sua dedicação nos treinos à de um garoto.
Com 26 jogos pelo Palmeiras, o volante não sofre com lesões. O seu prejuízo até agora foram três expulsões, no Brasileirão. As suspensões já foram pagas com os golaços decisivos.
Com a Palavra - Anselmo Sbragia - Preparador físico do Palmeiras
O Marcos Assunção é um profissional exemplar. Ele se cuida muito também fora de campo. E tem aliado a isso a genética, que favorece sua longevidade.
Ele sempre fica até o fim nos treinamentos. A gente dá treinos diferenciados para quem tem mais idade e ele pede para ficar com todo o elenco. Isso nos ajuda e ele corresponde. Além disso, estamos passando por uma maratona longa de jogos e ele está passando por isso sem lesões.
Já tive experiências boas com atletas de mais idade, como Edmundo. Marcos Assunção é um caso bem parecido. Ele joga pelo gosto da profissão. E isso é uma coisa muito favorável para nós.
Bate-Bola - Marcos Assunção
Você afirmou que não iria roubar o Palmeiras. Hoje, acha que cumpre o prometido?
Eu cumpro com meu trabalho. Prometi corre, trabalhar, fazer o melhor possível e por isso as coisas estão acontecendo. Se de repente eu tivesse largado quando eu fiquei alguns jogos fora, talvez não estivessem acontecendo estas coisas.
Você é o melhor cobrador de faltas do futebol brasileiro?
Não penso em ser o melhor. Sou um jogador importante para o Palmeiras para que, em momentos difíceis como na Bolívia, os gols possam sair.
Já está virando um ídolo?
Não, eu não ganhei nada ainda para ser ídolo, não conquistei nada. A partir do momento que eu começar a conquistar títulos e fazer com que o Palmeiras cresça e volte a sempre disputar coisas boas, eu vou poder me considerar um ídolo. Eu só tento fazer o meu trabalho, tem jogos que as coisas não saem, mas tem dia que sai melhor.
Como exerce sua liderança?
Sou amigo de todos, não só dos mais experientes, mas também dos mais novos. Procuro dar conselhos também, então isso tudo faz com que tenham um certo respeito por mim, como tenho por eles. Assim temos um grupo legal no Palmeiras.
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