Mano Menezes levanta a bandeira do futebol ofensivo

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Do jeito que o povo gosta. Assim pode ser definida a postura tática que o técnico Mano Menezes resolveu adotar para a Seleção Brasileira na Copa América. Com Ganso, Robinho, Neymar e Pato, ele pretende dar um tom bastante ofensivo para equipe, explorando a qualidade dos talentos individuais. O treinador, no entanto, faz a ressalva que os treinamentos serão fundamentais para que o time encontre um equilíbrio e não fique exposto para os adversários.
- Foi o primeiro treinamento mais completo em termos táticos. Será a formação mais próxima que vamos utilizar na estreia. Lógicamente que esses treinos de agora servirão para evoluir com a ideia, fazer correções e ajustes necessários com a movimentação, para que a equipe, quando fique sem a bola, não fique vulnerável. É uma formação ofensiva, e a competição tem mais a ver com a característica dos atacantes - explicou.
E para que tal esquema engrene, será fundamental um bom desempenho do apoiador Ganso. Confiança para isso o técnico tem de sobra, mas ele prefere que a pressão não seja toda transferida para o camisa 10 do Santos.
- Não vamos individualizar tanto, mas é lógico que nem todos os jogadores que desempenharam a função até aqui tem uma fundamentação tão completa quanto o Ganso para desempenhá-la. Sempre acreditamos muito que ele possa ser esse jogador. Já vem sendo no Santos e espero que ele tenha uma continuação grande de jogos, já que não vinha tendo - declarou.
Mano também explicou de que maneira trabalhará com Neymar, jogador que, ao lado de Messi, da Argentina, é o mais badalado da Copa América. Em sua opinião, ele terá mais liberdade que no Santos, justamente porque dividirá as atenções com outros jogadores da Seleção.
- Tenho que tirar o melhor que ele tem baseado nas suas características, o colocando em campo e proporcionando o melhor que ele tem. É bem provável que a Seleção dependa menos do Neymar, porque há jogadores de alto nível para compartilhar a responsabilidade com ele. É mais difícil ter que ser o mais importante, mais decisivo. Tendo essa tarefa compartilhada, automaticamente tem a probabilidade de estar mais livre. O Neymar certamente está mais maduro após uma Libertadores muito dura, que ele apanhou bastante, sofreu faltas, soube sair delas e soube ser decisivo nos momentos de decisão.
Por fim, ele avaliou a situação de Alexandre Pato, que chega com a missão de ser o homem-gol da equipe, algo que o técnico ainda não conseguiu definir com precisão.
- Pela primeira vez ele está tendo oportunidade e uma sequência maior. Precisa ter um pouco de paciência. Sei que paciência no futebol não é um pedido muito coerente porque tem muita emoção nisso, mas em outras opções de posição também já aconteceu isso. Quando perdemos o Cafu e o Roberto Carlos também tínhamos que achar laterais. Quando o Maicon entrou, tínhamos o mesmo sentimento que, de repente, se tem agora com o Pato. Depois, vimos o Maicon assumindo uma condição. Quando há jogadores muito marcantes num período muito longo você enxerga entre eles uma distância que precisa ser percorrida. Acho que a grande injustiça disso é que comparamos um ídolo com um jogador que na está inicando uma trajetória. Então, um pouquinho de calma. O momento é proprício para que jogadores como Pato venham e ocupem esse lugar.
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