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Juninho: Vasco desconfia que denúncia seja represália por críticas aos árbitros

Dia 27/10/2015
23:10

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O Vasco trata do julgamento de Juninho Pernambucano com cautela, sem muitos comentários, e busca evitar polêmica. Mas, internamente, há certo receio de que a denúncia tenha sido feita por represália. Isso porque, após o jogo contra a Ponte Preta, o Reizinho saiu de campo reclamando muito da atuação da arbitragem brasileira. E o responsável pela denúncia, Wanderley Godoy Júnior, auditor da Quarta Comissão Disciplinar do STJD, é representante da Anaf (Associação Nacional de Árbitros de Futebol).

A Anaf conseguiu ampliar sua representação no STJD em julho deste ano. Godoy foi um dos indicados. Questionados sobre o fato, dirigentes do Vasco optaram pelo silêncio para que o clube não seja ainda mais prejudicado futuramente.

Esse tipo de denúncia é inédito no futebol brasileiro. O procurador do STJD, Paulo Schmidt, diz que é a primeira vez que um caso como esse chega a ele. O médico do Vasco, Albino Pinto, em entrevista ao LANCENET!, ressaltou que outros atletas, não apenas do Cruz-Maltino, já repetiram o feito de Juninho, principalmente quando o jogo é realizado fora de casa, de passar no vestiário antes da coleta da urina para pegar seus pertences. Schmidt, porém, garantiu que nunca foi informado sobre algo parecido.

- Temos que olhar pra frente. Se acontecia ou não, isso nunca chegou ao STJD. Agora foi feita essa denúncia, de três atletas. A Comissão de Dopagem está sendo rigorosa com isso. Já havíamos feito reuniões anteriormente e eles foram convidados a comparecer nos julgamentos, para esclarecer dúvidas e presenciar as defesas. Não temos mais muito o que falar do caso. Temos que esperar o julgamento para analisar se terá recurso posteriormente, qual será a punição... - disse Paulo Schmidt, por telefone, ao LANCENET!.

Juninho descumpre regra antidoping e pode pegar dois anos

Além de Juninho, Ricardo Berna, do Fluminense, e Juan, do Santos, serão julgados por casos parecidos.

O jurídico do Vasco já está com a defesa toda pronta. Nesta quarta-feira, os advogados conversaram por alguns minutos com o próprio Juninho, antes do treinamento do time, no Vasco-Recreio. O julgamento de Juan, que está marcado para a noite desta quinta, poderá esclarecer bastante como será o andamento do processo do volante vascaíno, que será julgado somente na sexta-feira.

Juninho foi sorteado para fazer o exame antidoping após a partida entre Ponte Preta e Vasco, no dia 23 de setembro, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Moisés Lucarelli. Após o término do jogo, ele deveria ir direto para a sala de coleta, no entanto, passou no vestiário primeiro. Com isso, o vascaíno teria infringido dois artigos do Código Mundial de Antidopagem. O 2.3 - recusar-se ou não apresentar uma justificativa válida a submeter-se a coleta de amostra após notificado de acordo com as regras antidoping - e o 2.5 - adulteração ou tentativa de alteração de qualquer componente de controle. Neste caso, a punição varia de uma advertência a dois anos de suspensão.

O jogador também vai responder por "assumir qualquer conduta contrária à ética desportiva", segundo o artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A suspensão para essa pena pode ser de até seis partidas.

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