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Julinho quer repetir passos do ex-companheiro Damião

Casa do Messi em Rosário (Foto: Mauro Graeff)
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Dia 27/10/2015
21:49

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Na Ressacada, Julinho, com boas atuações pelo Avaí, despertou interesse de alguns clubes do Brasil. Chegou a São Januário, onde, nesta quarta-feira, foi apresentado como novo reforço do Vasco. Mas foi em campos bem menores, e de pouca grama, que o lateral começou a construir sua carreira. Já com 16 anos, ele ainda era um dos milhares de jovens que disputavam campeonatos de várzea, em São Paulo, sonhando com um lugar ao sol.

Um passado pouco glamuroso, mas que Julinho guarda bem na memória. Segundo ele, naqueles tempos, para fugir dos pontapés dos rivais, aprendeu a ser um jogador ofensivo e ousado, que hoje são suas principais características.

- O começo na várzea foi muito difícil. Disputava campeonatos com o pessoal do trabalho durante os finais de semana. Essa fase foi importante, pois perdi o medo de partir para cima, a pancadaria come solta lá – lembrou o jogador.

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Vasco apresenta lateral-esquerdo Julinho, ex-Avaí

Aos 24 anos, Julinho sonha alto. E tem um grande exemplo para seguir. Ainda nos campos de várzea, foi companheiro e adversário de Leandro Damião, atacante do Internacional e que já fez parte da lista da Seleção de Mano Menezes.

Mas a parceria não parou por aí. A dupla, sem chances nos clubes de São Paulo, começou a carreira na base do Atlético de Ibirama, de Santa Catarina. Em 2009, já no profissional, eram os jogadores mais promissores do clube.

Naqueles tempos, Julinho ainda atuava no meio de campo, como um camisa 10. Foi parar na lateral por uma falta de jogadores no setor. Atuou bem e não saiu mais.

- Quando o Leandro (Damião) chegou ao Atlético eu já estava lá. Humilde, foi buscando seu espaço. Já tínhamos jogado contra e no mesmo time no futebol de várzea. É um cara que eu considero bastante. Serve de inspiração, com certeza – destacou o lateral vascaíno.

COM A PALAVRA
Giovani Nunes, técnico de Julinho e Damião na base do Atlético Ibirama

"O Julinho chegou ainda muito jovem à Santa Catarina, fez testes e acabou ficando. Um coordenador do nosso clube tinha ligação com um pessoal de São Paulo. Garotos que não tinham muito espaço nos clubes de lá vinham fazer peneiras no Atlético de Ibirama. O Leandro Damião, que o pessoal chama aqui de Leandrão, veio depois e também se destacou. O Julinho era meia e, às vezes, segurava muito a bola. Eu até pensava em tirá-lo, mas ele fazia alguma jogada diferente que resultava em gol. Aí não tinha como mudar (risos). No profissional, fez uma boa dupla com o Damião, que era goleador. Os dois sempre foram grandes promessas."

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