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Insônia e consolo no hotel do Botafogo em Florianópolis

Waldir é um dos destaques do Olaria, que empatou com o Vasco no domingo (Foto: Paulo Sergio)
imagem cameraWaldir é um dos destaques do Olaria, que empatou com o Vasco no domingo (Foto: Paulo Sergio)
Dia 27/10/2015
21:43

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Depois da eliminação por conta de um pênalti inexistente, a insônia. A madrugada desta quinta-feira foi de muita tristeza, conversa e palavras de consolo entre os membros da delegação do Botafogo em Florianópolis.

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Eliminado da Copa do Brasil após o empate por 1 a 1 diante do Avaí e envolvido em uma grande briga contra os adversários, o grupo alvinegro não conseguiu dormir e ficou espalhado pelos corredores de um hotel na capital catarinense. Em meio aos abraços apertados e palavras amigas, Loco Abreu, Alessandro e Marcelo Mattos pediam a palavra e recebiam o apoio dos dirigentes:

- Fomos injustiçados, mas não vamos deixar nosso trabalho acabar aqui - diziam os líderes, referindo-se a marcação do árbitro mineiro Ricardo Marques Ribeiro, que pertence ao quadro da Fifa.

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Ainda no vestiário da Ressacada, o vice de futebol André Silva, o gerente de futebol Anderson Barros e o técnico Caio Junior reuniram o elenco e transmitiram força aos atletas.

- Sei que é decepcionante e desagradável perder no apito. Vocês mostraram na bola que mereciam a vaga. Vamos tomar as medidas cabíveis com a CBF. Aqui nós zeramos mentalmente. Não adianta reclamar, pois se não, somos chorões. Somos fortes - destacou André Silva, que deposita total confiança na atual comissão técnica.

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No hotel, a partida foi recordada em mínimos detalhes. Caio Junior, expulso no fim do duelo, reclamou que o árbitro inverteu a posse de bola em diversas cobranças de lateral e escanteio. Para alguns jogadores, a penalidade marcada foi resultante de uma pressão da torcida local. Ninguém absolveu o apito.

Outro personagem condenado pelo grupo alvinegro foi o apoiador Marquinhos, que dançou "créu" para a torcida. Segundo membros do Botafogo, o clube vai preparar um ofício contra o jogador, que tem passagens com polêmicas provocações ao longo da carreira.

A ferida está aberta e a metáfora vira realidade nos casos de Loco Abreu, Herrera e Alessandro, que estão com hematomas da briga pelo corpo. Para o Glorioso, o tempo de 31 dias até o Brasileiro será o melhor remédio.

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