Ingressos de meia-entrada tumultuam ala leste do Engenhão

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O estudante tricolor que quiser comparecer aos jogos do Fluminense, a partir de agora, terá que se adaptar a uma norma mais rígida de fiscalização da documentação necessária. Na noite desta quarta-feira, no jogo contra o Argentinos Juniors, válido pela Copa Libertadores, uma confusão aconteceu no acesso da Ala Leste por conta de torcedores que não estavam portando os documentos exigidos.
Dois foram os problemas mais corriqueiros: um por conta de pontos de venda que não cumpriram o estabelecido e outro pelo fato de muitos estudantes estarem apresentando o boleto e o histórico da faculdade, algo que, segundo a diretoria tricolor, não lhe permite o acesso (aceitam somente comprovante de matrícula ou carteirinha de estudante).
Aos poucos, uma grande fila foi se formando e, a medida que os torcedores eram barrados, se agrupavam e iniciavam as reclamações. Com os ingressos comprados na mão, eles faziam suas lamentações:
- Está informação não foi passada como deveria, eu não vi isso em lugar algum. O número da minha identidade está no ingresso, eu comprei sem problemas - disse Victor Machado, de 22 anos, que ganhou coro com o também estudante Rodrigo Albuquerque, de 23:
- Eu eu estou com o meu boleto e o meu histórico da faculdade. Aqui constam todos os meus dados, mas mesmo assim não me deixam entrar - lamentava.
Com a confusão se tornando cada vez maior, funcionários do Fluminense acabaram tolerando e permitindo a entrada destes tricolores em situação pendente, mas enfatizaram:
- A venda de ingressos de meia-entrada era muito vulnerável. Estudos comprovaram que a grande quantidade de entradas de meia eram geradas por boletos falsificados. Avisamos ao torcedor e desta vez eles vão poder entrar mas, nas próximas, não - disse Roberto Pinto, gestor do programa "Guerreiro Tricolor".
Ainda de acordo com funcionários do clube, as lojas South, um dos pontos de venda, não vêm cumprindo as normas estabelecidas entre o Fluminense e o Ministério Público, de vender, no máximo, uma meia-entrada e duas inteiras por pessoas. Segundo eles, a venda de meia vem sendo feita sem controle algum.
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