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Ingleses nadam em dinheiro em busca do sucesso na Europa

Dia 01/03/2016
03:30

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O Campeonato Inglês começa neste fim de semana, mas os clubes têm a janela de transferências aberta até o final de agosto para contratar reforços. A estrela mais cara até agora foi o jovem Raheem Sterling, que trocou o Liverpool pelo Manchester City por um preço inflacionado de R$ 257 milhões (49 milhões de libras). Os quatro principais favoritos, que precisam de artilheiros, foram em busca de goleiros.

O campeão Chelsea trouxe Asmir Begovic do Stoke City e Petr Cech, que tinha virado reserva de Thibaut Courtois, foi para o Arsenal enquanto o Manchester United comprou o argentino Sergio Romero do Sampdoria.

Os 20  clubes da elite da Premier League têm dinheiro de sobra do mega contrato de TV de R$ 26 bilhões (5 bilhões de libras). Depois de Sterling, a mais alta transação foi Cristian Benetke. O atacante belga deixou o Aston Villa pelo Liverpool por R$ 170 milhões. Memphis Depay veio do PSV para o Manchester United por R$ 162 milhões e o brasileiro Roberto Firmino saiu do Hoffeinheim para o Liverpool por R$ 146  milhões.

O United sonhava com Sérgio Ramos para reforçar a defesa e com a volta de Cristiano Ronaldo, mas vai te que se contentar com Bastian Schewinsteiger, que chega com 30 anos do Bayern, onde amargava a reserva, sofrendo frequentes contusões.

Para ter uma ideia de como os clubes ingleses pagam além da conta, todos estes jogadores custaram mais do que o chileno Arturo Vidal - a quarta maior contratação em toda a Europa, que saiu da Juventus para o Bayern de Munique por R$ 136 milhões.

No fim do campeonato passado, Paul Pogba era o nome mais badalado e viria da Juventus para o City ou o United por mais de R$350 milhões. Mas o meio-campo francês permanence na Juventus e está comprometido com o Barcelona para a ano que vem.



A segunda maior transferência não envolve a chegada e sim a partida de um jogador que foi o reforço recorde na temporada passada. Angel di María trocou o Real Madrid pelo Manchester United por R$ 314 milhões e está indo para o Paris Saint Germain por R$ 231 milhões, deixando os Diabos Vermelhos com um prejuízo de R$ 83 milhões depois de apenas um ano.  

O argentino faz parte de um grupo de latino-americanos que não se adaptou aos rigores do clima no Norte da Inglaterra e ao estilo pesado e frenético da Premier League.  O compatriota Juan Sebastian Verón e os brasileiros Kléberson e Robinho também não conseguiram brilharam como era esperado no sombrio inverno inglês.   

Um exemplo raro de sucesso latino por estas bandas é Carlos Tevez. O ex-ídolo do Corinthians foi campeão inglês com o City e United, onde ganhou também a Liga dos Campões, além de faturar a Série A italiana duas vezes com a Juventus, antes de voltar ao Boca Juniors.

Como acontece todo ano, os quatro primeiros do último campeonato são os suspeitos de sempre na luta pelo título: o campeão Chelsea, o vice Manchester City, o terceiro colocado Arsenal e o United, que ficou em quarto. O Tottenham e o Liverpool, que seguem em quinto e sexto, tem poucas chances de causar impacto.  

Ganhar a Premier League é a primeira tarefa mas os gigantes ingleses também precisam melhorar o desempenho na Liga dos Campeões. Na temporada passada, todos fizeram feio. O Liverpool foi eliminado ainda na fase de grupos e City, Arsenal e United não passaram das oitavas de final.

Este é, quem sabe, o desafio mais difícil para os clubes que nadam em dinheiro mas não conseguem comprar a felicidade.

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