icons.title signature.placeholder Michel Castellar
12/06/2013
08:00


Ao se hospedar no Brasília Palace a partir de hoje, a Seleção dará um mergulho na história do País e nas lendas contadas pelos candangos. O hotel projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer foi o primeiro prédio a ficar pronto na capital, está distante a cerca de 700 metros da residência oficial da presidenta Dilma Rousseff e já esteve totalmente destruído após um incêndio, supostamente provocado por seu antigo dono.

Criado para receber as autoridades nos primeiros anos da capital, o Brasília Palace se tornou um ícone tanto por sua arquitetura como por seus hóspedes. O local já acomodou, por exemplo, a rainha Elizabeth II, e o líder guerrilheiro Ernesto "Che" Guevara.

Em um de seus salões, a história do hotel é retratada em painéis. Um deles destaca a primeira página de um jornal com a notícia de que o hotel pegou fogo.

Reza a lenda que, em 1978, o antigo proprietário do hotel ateou fogo no imóvel para receber o valor do seguro. A motivação teria sido a decisão do governo de desativar o setor hoteleiro onde estava o estabelecimento e, com isso, o imóvel seria desapropriado.

Abandonado, durante o dia era usado para praticantes de rapel escalar seus três andares. À noite, servia aos drogados.

Só em 2006 que o Brasília Palace voltou à ativa. Dessa vez, sob o comando do empresário Paulo Octávio, que já foi acusado por corrupção, na época em que foi vice-governador do Distrito Federal.

Mesa de Niemeyer aguarda a Seleção

Apesar de o arquiteto Oscar Niemeyer ter morrido em 2012, até hoje a sua mesa permanece reservada no restaurante do Brasília Palace. O local, que tem por nome Oscar, ficará fechado aos hóspedes durante a passagem da Seleção.

- Mantivemos porque é uma tradição. Hoje, alguns dos nossos hóspedes recebem a autorização para ocupar a mesa - explicou a gerente-geral do hotel Mariana Ramalho.

Sobre os próximos hóspedes, a Seleção, Mariana contou que nenhuma exigência especial foi feita. Dos 150 quartos do hotel, 100 estão bloqueados para a Confederação Brasileira de Futebol.

Além do restaurante,  três salões, com capacidade para 100 pessoas, também ficarão restritos ao Brasil. Mas um novo local para as refeições será disponibilizado para os demais hóspedes e, no primeiro hotel que foi construído totalmente com ferro produzido no país, a piscina terá de ser compartilhada entre todos.

- Não nos pediram nada de especial para a Seleção. A única coisa que terá, e isso é comum ocorrer, é um chef designado por eles para monitorar o preparado das refeições - disse Mariana.