Grêmio 5 x 0 Palmeiras: a 'final' do último título internacional do Olímpico

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A situação já está definida: se chegar na final da Copa Sul-Americana, marcada para os dias 5 e 12 de dezembro, o Grêmio jogará na nova Arena. Consequentemente, a decisão torna o bicampeonato da Libertadores de 1995 o último título internacional do Estádio Olímpico, do qual o clube gaúcho se despede em 2012. E que ajudou na simbiose entre time e torcida que deu a liga vencedora.
São dois os símbolos daquela taça em campo: Jardel e Dinho. Impossível não lembrar de ambos ao falar sobre a equipe liderada por Luiz Felipe Scolari. Um deles falou ao LANCENET sobre os detalhes daquela conquista e da rápida identificação, ajudada também pelos gols, mas de certa forma inexplicável.
O centroavante foi buscado no banco de reservas do Vasco da Gama no início de 1995. Saiu do clube no meio de 96 como ídolo e sempre lembrado pela torcida do Grêmio como um dos maiores atacantes da história. Marcou no período que vestiu as cores tricolores 65 gols, o que o coloca em 13º em todos os atletas que já passaram pelo clube.
- Tinha que ser. Aconteceu. Teve a ver com a estrela do Felipão e nossa, do grupo, também. Ficamos para a história. Todo mundo ajudou. Foi muito bom. É muito bom falar desse passado. Todo mundo vibra, a torcida sente saudade. Esse título da Copa Sul-Americana pode ajudar nisso – destacou o eterno camisa 16, número utilizado durante a disputa da Libertadores.
Só naquela edição da competição, foram 11 gols marcados, segundo o site oficial do clube. Pelo título, pelos gols, pela postura, por tudo, Jardel se identificou ficando apenas uma temporada e meia no Olímpico.
- Fica identificação com o Grêmio. A força e o apoio que eles nos davam dentro do Olímpico. É o principal de lembrança – contou.
O principal ponto da conquista não é a final: são os dois jogos com o Palmeiras, pelas quartas de final. Mas não podia ser diferente. E também não podia ter outro protagonista: Jardel. Com três gols marcados no 5 a 0 no Olímpico, no dia 26 de julho. O primeiro, ao se antecipar com o pé e quebrar jejum de quase um mês. Depois, aproveitou dois dos inúmeros cruzamentos no qual teve vantagem para cabecear e marcar os seus. Houve ainda tempo para a briga entre Dinho e Valber, após expulsão de ambos por confusão em campo, que contou com envolvimento do goleiro Danrlei. Isso tudo no primeiro tempo, com o jogo 0 a 0.
A partida de volta aconteceu dia 2 de agosto, em São Paulo. Logo aos oito minutos, Arce cobra falta da esquerda, quase um escanteio. O cruzamento sai a meia altura. Jardel, meio sem jeito, meio sem querer, leva o quadril em direção à bola e vence o goleiro Sérgio. Ninguém imaginaria no que estaria por vir na sequência.
- Foi o 5 a 0. Marcou. O time cresceu muito. Até porque o Palmeiras era uma seleção. Ficou para história aquele jogo. As pessoas na rua me param e dizem que matei o time deles ainda – se surpreende.
Foi qualidade, foi garra, foi determinação. Talvez por essa partida o time de 95 tenha ficado marcado por levar os jogos sempre mais no coração. Quando na verdade, tinha muitos jogadores qualificados em campo.
- Era um pouquinho de cada. Eu que era um pouco tosco, mas tinha o que importava, que eram os gols. Tinha gente com técnica, que dava assistência. O Arce, por exemplo. Tinha dois xerifes na zaga, o Rivarola e o Adilson. Foi uma mescla que deu certo. Foi o último título internacional do Grêmio, está muito marcado – analisou o centroavante.
O título veio com dois jogos com o Atlético Nacional, da Colômbia, no final de agosto. Mas, ao falar sobre esta Libertadores para algum gremista, não resta dúvidas que o duelo com os paulistas foi a 'decisãol' daquele ano. Final feliz para o Olímpico, que chega ao seu final neste ano. Com muitas lembranças incrustadas no cimento da arquibancada.
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