Ex-goleiro Wagner pede calma ao Botafogo

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O ex goleiro Wagner, que jogou por nove anos no Botafogo, considerou que a derrota de goleada por 4 a 1 para o Fluminense, no último domingo, na primeira partida da final do Estadual, pesou muito para a eliminação do Alvinegro na Copa do Brasil. Jogando contra o Vitória, no Engenhão, o time podia empatar em 0 a 0 que estaria classificado. Saiu ganhando de 1 a 0 e sofreu a virada na segunda etapa, perdendo por 2 a 1.
Wagner avalia que a pressa e a ansiedade foram os maiores inimigos do time na partida contra os baianos.
- Na minha opinião, a derrota para o Fluminense derrubou o moral do grupo, por mais experientes que os jogadores sejam. É impossível não sentir um golpe desses - afirmou.
Para o ex-goleiro, o time entrou em campo muito nervoso, querendo resolver o jogo a todo custo. Essa ansiedade jogou contra o Botafogo, segundo ele.
Na sua época, Wagner teve várias conquistas no clube. Entre elas estão: a Copa Conmebol de 1993, Troféu Teresa Herrera de 1996, Campeonato Carioca de 1997 e Torneio Rio-São Paulo de 1998. A mais marcante, porém, foi o título do Brasileirão de 1995.
O ex-jogador conta que nos seus tempos no clube não se lembra de uma semana tão nebulosa como a que os jogadores do atual elenco estão enfrentando. Para ele, a torcida se acostumou com as conquistas e quer que o time volte a ser vencedor. O que para ele é possível com o time que o Botafogo tem.
Neste momento um dos principais alvos da torcida é o lateral-direito Lucas que teve duas expulsões consecutivas. Com sua experiência no futebol e conhecendo bem a torcida alvinegra, Wagner pede cabeça fria ao jogador e paciência à torcida.
- O Lucas tem de ter tranquilidade neste momento para superar esta adversidade. É um bom jogador. A torcida vai cobrar. Contra o Fluminense não o defendo, mas eles devem entender que a expulsão contra o Vitória foi no impulso e para ajudar o time - disse.
Apesar da eliminação na Copa do Brasil e a grande dificuldade para reverter o resultado e conquistar o Estadual contra o Fluminense, o ex-camisa 1 do Glorioso acredita que a continuidade no trabalho de Oswaldo de Oliveira é essencial neste momento.
- Ele veio do Japão depois de cinco anos. Precisa se readaptar, conhecer os jogadores. Tudo isso faz parte do trabalho. Em quatro meses de trabalho já fez muito. Levou o time à final do Campeonato Estadual e fez uma boa campanha na Copa do Brasil. A torcida vai cobrar, mas se mudar agora vai virar bagunça. Ele vai organizar aos poucos. Deu azar, mas faz parte. Depois chega-se ao final do ano e nada foi feito nem conquistado - analisou.
NA DEFESA DE JEFFERSON
Além de ter sido ídolo nos campos, Wagner também é ex-preparador de goleiros do clube. Ele isenta o goleiro Jefferson de culpa no lance do pênalti para o Vitória, jogada que resultou na expulsão de Lucas.
- Ele estava estava ansioso como todos os demais jogadores, mas defendeu a penalidade e fez um bom segundo tempo - analisou.
Wagner vive hoje em Niteroi, região metropolitana do Rio de Janeiro, e não trabalha mais com o futebol.
- Larguei o futebol. Uma pessoa que trabalha no Botafogo me fez perder o gosto de trabalhar. Estou bem onde estou e deixa ele viver a vida dele - disse.
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