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'O futebol que se cuide. O rúgbi vai invadir sua praia', diz cartola da CBRu

Dia 01/03/2016
03:06

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O rúgbi estará de volta às Olímpíadas após 92 anos em 2016. Motivo suficiente para a Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu) se preocupar em aproveitar o momento e buscar expandir o esporte no país. A expectativa, anunciada nesta quarta-feira, é de inserir a modalidade em mil escolas da rede pública e privada do Rio de Janeiro.

– Esperamos utilizar a infraestrutura dos Jogos Rio-2016 para projetos sociais, de comunidades carentes e de desenvolvimento da confederação, no qual buscamos identificar novos atletas e até fazer torneios internacionais. O futebol que se cuide. Como se diz, vamos invadir sua praia. Já invadimos aqui, agora é fazer o processo de longo prazo – brincou Sami Arap Sobrinho, presidente da CBRu, após a inauguração do primeiro campo de rúgbi em uma praia brasileira, em Copacabana.

A presença do esporte no local não é inédita. Em 2014, o mesmo palco já recebeu um torneio internacional de rúgbi de areia. A entidade, que tem hoje um orçamento de R$ 20 milhões, espera tornar mais frequentes esses eventos, ao mesmo tempo em que trabalha para detectar talentos em longo prazo.

– Não dá para se fazer uma nova modalidade de uma hora para outra. Seria irresponsável por parte da CBRu dizer que vamos ganhar tantas medalhas. Nosso planejamento é de 20 anos, mais ou menos o que o vôlei levou para conquistar uma medalha de ouro – disse o mandatário.

A iniciativa do campo na areia é o ponto de partida para um projeto de divulgação intensa do rúgbi na cidade olímpica. A confederação espera fazer com que o público compreenda o esporte, motivada pelos números do Comitê Rio-2016 sobre a procura de ingressos. A final masculina já teve tíquetes esgotados, sendo a 24ª mais solicitada dentre 256 finais.

– Muita gente acha que é uma modalidade violenta, mas digo que ela é viril. Há muito respeito pelos adversários, pelos árbitros. Queremos fazer um projeto de educação, passar cidadania e formar jogadores para o futuro – explicou Sobrinho.

A CBRu realizou ainda nesta quarta-feira uma clínica para cerca de 500 crianças na zona militar de Deodoro, onde serão disputadas as partidas da modalidade nos Jogos Olímpicos do ano que vem.

 

 

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