Fraco desempenho expõe brigas na ginástica feminina

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Quatro anos depois de ganharem cinco medalhas nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (sendo uma de ouro, uma de prata e três de bronze), as mulheres da ginástica artística estão decepcionando em Guadalajara.
Caso Daniele Hypolito não suba o pódio nesta sexta-feira na prova de trave ou solo, a equipe feminina passará em branco no México. A falta de resultados expõe um racha e uma crise de relacionamento existente no time e revelado ontem por Adrian Nunes, quarta colocada na prova de salto.
– A gente vem com problema de grupo há uns dois meses. Tem muita briga, muita intriga e isso está afundando a equipe. Podemos dizer que só voltamos a ser um time dois dias antes do Pan, quando fizemos uma reunião – disse a ginasta.
Uma das principais divergências é sobre a necessidade de se retomar uma seleção permanente. As "líderes" do grupo Daniele Hypolito e Daiane dos Santos têm posição contrárias.
A primeira quer seguir treinando em seu clube. Já a gaúcha é favorável à formação de um time fixo, como já ocorreu no passado.
– Eu concordo com a Dai. Se deu certo antes, tem de dar agora. Claro que todo mundo tem a sua vida pessoal, mas temos de nos focar em um objetivo e abrir mão de algumas coisas – afirmou Adrian.
Ao saber das declarações da atleta, Daniele Hypolito não mostrou-se contente e procurou não entrar em polêmica.
– Não é só isso (brigas) que estão causando a queda de resultados. Precisamos, sim, trabalhar e treinar e muito mais. Falta querer um pouco mais – disse a atleta do Flamengo, que afirmou não abrir mão de seguir treinando no clube carioca.
– Agradeço ao Oleg (Ostapenko, ex-técnico da Seleção) tudo o que ele fez. Mas vou seguir com o Ricardo e a Vivi que foram as pessoas que me fizeram voltar a treinar e ter motivação – completou.
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