Fracasso argentino ligado à impaciência
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Alejandro Sabella assumirá o comando da seleção argentina. Ele será o quinto treinador nos últimos oito anos. A alta rotatividade de técnicos na equipe é algo que assusta.
Desde a saída de Marcelo Bielsa em 2004, passaram pelo banco José Pekerman, Alfio Basile, Diego Maradona e Sergio Batista. Nenhum deles conseguiu alcançar a marca de 30 jogos no comando da equipe.
A falta de paciência com o trabalho dos técnicos, e as decisões da AFA (Associação do Futebol Argentino) em demiti-los após o primeiro fracasso como forma de acalmar a ira dos torcedores, vem prejudicando o futebol argentino.
Curiosamente, o país já viveu período semelhante no passado. Entre 1960 e 1974, a Argentina teve 12 técnicos. Apenas dois ultrapassaram a marca de 20 partidas (José Minella e Juan Pizzuti). O país não conquistou títulos e chegou a ficar fora da Copa do Mundo de 1970.
A realidade mudou em 74, com a chegada de César Luis Menotti. Foi o primeiro, desde Guillermo Stábile (que treinou a seleção entre 1939 e 1960) a ter uma sequência. Foram 89 jogos até 1982, passando pelo título mundial de 1978, em casa.
Entre Menotti e Biels, a Argentina teve apenas três técnicos (Carlos Bilardo, Alfio Basile e Daniel Passarella). Neste período o país conquistou a Copa do Mundo de 1986 e duas Copas América (1991 e 1993).
Continuidade dos técnicos na seleção
Guillermo Stábile
Conquistou oito vezes a Copa América, entre 1939 e 1960.
Cesar Luis Menotti
Ficou de 1974 até 1982. Foi o técnico campeão mundial em 1978.
Carlos Bilardo
Entre 1983 e 1990, conquistou a Copa do Mundo de 1986. Vice-campeão em 90.
Alfio Basile
Esteve à frente da seleção entre 1991 e 1994. Levantou duas Copas América.
Daniel Passarella
Foi o único que não conquistou o título no período. Ficou entre 1994 e 1998.
Marcelo Bielsa
Assumiu em 1998 e conquistou a medalha de ouro olímpica em 2004.
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