Expulsão, arbitragem e frustração: o pior dia de Luxa no Grêmio

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Vanderlei Luxemburgo viveu, neste domingo, no Estádio Olímpico, o que ele classifica como o pior dia de sua história de oito meses no Grêmio. O treinador foi expulso pelo árbitro Heber Roberto Lopes, a quem teceu duras críticas, não terminou mais um Gre-Nal em sua história, perdeu a segunda colocação e não ganhou o último jogo da casa gremista.
O Gre-Nal iniciou com três volantes de ambas as partes. O jogo ficou preso no meio-campo. Logo no início do segundo tempo, Luxemburgo foi tirar o lateral Anderson Pico e o zagueiro Saimon após confusão na expulsão de Muriel. Invadiu o campo e foi retirado por Heber do jogo. Saiu enfurecido, contido até por policiais militares.
- Futebol tem um livro de regras, mas falta bom senso. Eu fui tirar o meu jogador, tem 50 mil pessoas aqui para ver uma festa. Na regra eu tinha que ser expulso. Mas no bom senso, ele tinha que entender que tinha todo mundo, que podia dar confusão e tumulto, que envolvia 700 contra 50 mil. Como fica, onde iria parar? Tem que ter bom senso, não a regra - reclamou o treinador gremista.
O resultado deixou o Grêmio atrás do Atlético-MG na tabela de classificação. Assim, classificou-se apenas para a fase preliminar da Libertadores, que prevê um mata-mata antes da fase de grupos. Se disse frustrado.
- Fica frustração, pelo que aconteceu. Era um jogo para ter ganho. Tínhamos que ter ganho. A frustração foi com a maneira como eu saí - explicou.
A crítica à arbitragem foi recorrente na entrevista coletiva pós-clássico. Luxemburgo tocava no assunto sempre que perguntado sobre a partida. Garantiu que a ausência na beira do campo prejudica seus comandados em campo.
- Talvez tenha sido meu pior dia meu aqui. Porque você se envolve no clube, querendo o melhor, se empenha. Aí de repente vem um cara e te expulsa em um dia tão importante do clube que me paga. Hoje estou mal. Talvez seja o pior hoje aqui dentro. Falta às pessoas do futebol sensibilidade para estar no futebol. O futebol me machucou hoje. Fui tirado do trabalho por tentar ajudar alguém a conduzir uma situação que tinha todo o ingrediente emocional. Tanto é que não teve coragem de dar os 4 ou 5 minutos a mais - avaliou.
Para o treinador, o comandante do clássico gaúcho deveria ter o Rio Grande do Sul como berço. Neste domingo, nenhum dos componentes da arbitragem podiam ser da federação local, por ordem da CBF.
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